Mostrando postagens com marcador gilson Mangarat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gilson Mangarat. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2018

O Pentecostalismo e seus danos à Igreja cristã

Os Três Perigos

Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, o papismo e o pentecostalismo.

O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como "não pode isso", "não pode aquilo" (Cl 2.20-23). O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de possuir

.

O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível!

Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16.

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nesses 2 mil anos de história eclesiástica.

O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas.

Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de "segunda bênção" (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela "bênção". Já os que eram "batizados" balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos.

Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem... O pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns.

Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários.

Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16. A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado.
De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca.

Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa-fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Onde está escrito na bíblia que Lodebar era uma terra de tristeza e dor?

A história de Mefibosete começa no segundo livro de Samuel capítulo 9 em diante. O texto diz que ele habitava em Lodebar, mas afinal de contas onde é que está escrito que esta cidade era uma "cidade feia", ou um "lugar de tristeza e dor" como dizem muitos pregadores e cantores? Qual o capitulo e o versículo que trás esta informação?

Precisamos conferir nas escrituras tudo que é pregado nos púlpitos de nossas igrejas. Quem tem essa prática (de conferir nas escrituras) não se surpreende mais com tanta bobagem que muitos pregadores propagam como se fossem textos bíblicos e, por esta razão, os tornam "irrefutáveis" e "inquestionáveis".
O próprio Deus nos adverte para que não ultrapassemos o que está escrito, com muitas ressalvas para não darmos créditos a estórias fantasiosas, geralmente originadas na mente de pessoas que não estudam a Bíblia, apenas repetem o que ouviram dizer.
Temos razão em afirmar, no caso de Mefibosete, que nada mais há no texto bíblico além do necessário para mostrar o quanto foi Davi foi misericordioso com a casa de Saul, devido à amizade que tinha com Jônatas, seu filho. Apesar de Saul ter se tornado abominável para Deus e, também, por haver sistematicamente perseguido Davi para mata-lo, mesmo assim o “jovem rei segundo o coração de Deus” honrou a promessa que havia feito a Jônatas de “fazer bem a casa de seu pai”. Sabemos que a prática comum da época era o novo rei eliminar toda a descendência do antigo rei deposto, para evitar que revoltosos e insurgentes se levantassem dentre os seus descendentes.  Seguindo os preceitos dessa prática comum, a parentela de Jônatas tratou de fugir, pois ainda não sabia que seria poupada. Na fuga ocorreu um acidente com Mefibosete (sua ama o deixou cair) que o transformou num aleijado.

Um tempo depois, conforme havia prometido a Jônatas, o rei Davi restitui a Mefibosete o direito de se sentar à mesa do rei. Os anos se passaram.  Logo a seguir, durante a revolta de Absalão, no texto de Samuel veremos que Mefibosete se mostrou ingrato, apesar do altruísmo de Davi para com ele, porque no episódio em que Davi é obrigado a fugir do reino por conta do golpe de seu filho Absalão, Mefibosete fica “em cima do muro” e põe a culpa no servo (Ziba) pelo fato de não ter seguido ao rei afastado, quando todos os verdadeiros amigos de Davi fogem com ele.
Quando Davi volta e é restituído ao trono Mefibosete fica sem graça (2º Samuel 19:25) e não sabe o que responder ao rei. Davi percebe nitidamente o caráter ingrato e traidor de Mefibosete, mas mesmo assim Davi ainda dá bens e condições ao servo Ziba, que era leal a Davi, para que este continue cuidando do coxo e ingrato Mefibosete.
Nada mais é dito na Bíblia sobre a cidade onde Mefibosete morava ou, qualquer fato relevante que diga respeito a sua história, além do que já está escrito. A bíblia é bastante direta e não perde tempo com narrativas paralelas que não dirijam o leitor para o tema central – que é Jesus. Toda narrativa bíblica converge em direção ao grande final: Jesus Cristo Salvador do mundo.

Qualquer história paralela que não contribui para isso é “fofoca gospel” que alguém ouviu, ou leu em algum “livro” e, sem pesquisar a verdade, saiu por aí repetindo. Existe até “musica gospel” sobre essa estória fictícia de “Lodebar”...  Até em livrarias pode-se encontrar livros fantasiosos contando relatos da adolescência de Mefibosete - Pasmem!! Do mesmo modo existem livros contando como foi a vida de Tomé, de Lazaro, de Judas, etc. Devemos ter em mente que fofoca é uma coisa que atrai muitas pessoas e, quando vira livro, dá  muito retorno financeiro para quem escreve. O importante é que saibamos a diferença entre “estória” e texto bíblico. Para ter o poder deste discernimento, basta você fazer uma coisa muito simples: Ler a Bíblia e parar de ser massa de manobra ignorante nas mãos de quem tem o poder da retórica.

Gilson Mangarat - Poeta, escritor, compositor e músico cristão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quando matar não é crime e nem pecado


Ao contrário do que muitos pensam, o 6º mandamento - "Não matarás" - não é uma tácita e absoluta proibição de matar, independentemente da situação. Ou seja, em determinados casos não é pecado matar. Em determinadas situações é até necessário e recomendável matar.

Pode parecer paradoxal, mas o principal objetivo do 6º mandamento é proteger a vida. Sem essa Lei de Deus escrita e gravada no coração do homem não sobraria ninguém pra "contar a história". Ou seja, os homens se matariam uns aos outros. A proibição é para que o cidadão, individualmente, não tire a vida do outro de forma banal, isto é, para que ele não cometa assassinato, não faça justiça com as próprias mãos e sem um julgamento justo e competente.

Matar alguém significa sempre e necessariamente ter cometido um assassinato? Evidentemente que não. Isso parece já ter ficado claro. A palavra assassinato está diretamente relacionada a crime. Matar alguém em legítima defesa, por exemplo, não é um crime, logo, não é um assassinato. Mas há outras situações em que matar não se constitui nem crime nem pecado. Numa guerra justa, por exemplo, matar o inimigo também não constitui um erro, um crime, um pecado.


Para ilustrar o título dessa postagem, utilizaremos o desfecho trágico de uma tentativa de assalto a uma farmácia, na cidade de Garanhus, no agreste Pernambucano, no dia 14/03/11. Veja no dramático vídeo abaixo:



O policial que salvou a vítima e MATOU o marginal com um tiro certeiro na cabeça cometeu um assassinato? Incorreu no pecado contra o 6º mandamento, que ordena "não matar"? Evidentemente que não. Ninguém o acusará disso, antes, pelo contrário, o policial, provavelmente, será condecorado. Ele era um legítimo representante do Estado naquele momento. Essa morte não deve ser creditada na sua conta pessoal e sim na do Estado que nada mais estava fazendo que o seu papel de "proteger" a vida de seus cidadãos.


O policial puxou o gatilho da arma, mas não cometeu nenhum crime. Nem mesmo incorreu em desobediência ao 6º mandamento. Erraria se fosse omisso e se essa omissão culminasse com o marginal tirando a vida da vítima. Isso deixa claro que nem sempre "matar é um crime ou pecado". Matar para proteger a própria vida, de uma vítima indefesa e de toda a coletividade é, inclusive, louvável.

Nesse sentido, chamamos a atenção para a legitimidade e responsabilidade do Estado em eliminar assassinos cruéis, frios e calculistas, após justo julgamento, prestigiando e protegendo a vida da coletividade. O filósofo Tomás de Aquino costumava dizer que "assim como é justo amputar um membro do corpo que foi acometido por um câncer para salvar todo o resto, também justo é eliminar certos elementos para proteger e preservar toda a sociedade".






quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida de alguém em suas mãos...


Imagine...
De repente você é um 'sniper' da polícia militar de seu Estado e está 'plantado' em um terraço com seu M-16 automático com silencioso, apontando, lá em baixo, para a cabeça de um delinquente enlouquecido pelas drogas, carregando uma pistola 380 em uma das mãos; na outra uma criança inocente, filha de algum pai ou mãe desesperado, servindo de escudo vivo para o tal meliante sanguinário disposto a qualquer coisa para se livrar da situação terrivelmente estressante e avassaladora. Você não pode piscar os olhos em momento errado; sua concentração tem que ser total, pois uma vida inocente pode depender de uma decisão sua - talvez uma decisão mortal. Por segundos você lembra das palavras que já cansou de ler na Bíblia: "Não matarás", mas também lembra que os mesmos homens e leis que tem autoridade dada por Deus sobre a vida dos cidadãos do seu país, inclusive a sua, lhe deram ordens e respaldo para que você cumprisse sua tarefa com dignidade. O bandido lá em baixo segura a criança com violência, apontando-lhe a pistola de forma angustiante; aqui em cima o seu dedo permanece firme aguardando a ordem fatídica. Seu coração treme de receios pela vida da criança e talvez pela alma do jovem atormentado que habitará lugares horríveis caso você precise atirar. A imprensa à postos; todos assistem de suas casas como um 'big-brother' ridículo, aguardando o clímax daquele show nojento onde a maioria torce para que seja com a maior quantidade de sangue possível. Você apenas pede a Deus para que acabe logo - e sem vítimas fatais. Você tem no campo de visão a imagem dos pais do menino, contidos pela linha de segurança da polícia, abraçados em agonia com outro filhinho menor. Em determinado momento o meliante drogado põe a arma no testa da criança; você ora a Deus por todos. Seu dedo está fixo e a arma preparada. Todos gritam lá em baixo. sinal verde para atirar. O estampido seco. A bala parece sair, cuspida em lentas imagens. Um solavanco e partes do cérebro voam espalhados pelo chão. Dois corpos caem no vazio de um momento triste. A criança cai sobre o cadáver e diante dos flaches das câmeras. Os pais correm junto apoliciais e bombeiros. Braços envolvem a criança que chora convulsivamente, porém sem um arranhão. Aplausos da multidão ao perceberam que a criança está a salvo e junto com seus pais. Lá em cima você recolhe e desmonta sua M-16. Sua missão foi cumprida com êxito, infelizmente com necessidade da morte do jovem meliante drogado - mas a criança inocente está viva!

Logo mais você chega em sua casa e abraça seus filhos como se fosse a última vez em sua vida - e de uma forma intensa. Chegam as lágrimas sob seus olhos e apenas um pedido: Deus me perdoe pela vida que tirei hoje. Foi necessário, não tive outra alternativa! - você diz - Amanhã pode acontecer novamente, pois o futuro Lhe pertence meu Pai! Seu coração agora está tranquilo e aliviado pelo perdão incondicional e por saber que você apenas cumpriu ordens e seguiu a orientação de seus superiores - esses mesmos que foram estabelecidos por Deus. Você deu a Cesar o que é de Cesar; agora dê a Deus o que é de Deus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poeta menino





“Sou poeta desde que me entendo por menino;
Antes era gente, e como tal, pequeno
E endurecido pelas responsabilidades
De um mundo absurdo,
Abastecido de conceitos errados sobre a vida.
Quando finalmente cresci e fui brincar com as crianças
Entendi a maravilhosa arte de expressar a inocência
Através das frases e rimas vindas da alma.
Finalmente nasci do meu verdadeiro eu
E fui correndo contar às pessoas
Como é bom ser menino
E poder brincar de poesia.”

Gilson Mangarat

Posted by Picasa

Existe ritmo certo para louvar a Deus ?


Não permita que o diabo te engane dizendo que 'esse' ou 'aquele' ritmo 'pode' ou 'não pode' ser usado para se louvar a Deus. Explicação: 

Em um conceito muito profundo a música (harmonia + melodia + ritmo) que experimentamos na terra é um reflexo do que acontece na dimensão eterna onde Deus habita. É como uma 'metáfora' da grande realidade que existe no Céu. Os anjos adoram a Deus antes de tudo existir, e continuarão assim eternamente, pois foi o próprio Deus quem criou a música. Os homens (Gênesis cap 4:21), por intermédio do clã de Jubal criaram os primeiros instrumentos simplesmente para imitar os sons da natureza criada por Deus (sons das águas de um rio, pássaros, rugido das feras, vulcões, etc..) e com isso poder interagir com o sobrenatural (um Deus que ainda não conheciam).

Este Deus resolveu então se revelar (de algum jeito que não podemos nem conjecturar) a Enos (Genesis 4:26), isto num momento em que, quando tentavam reproduzir algum tipo de música 'tribal', com certeza se resumia em atabaques, tambores, instrumentos feitos com tripa de animais e hastes de madeira, conchas, ossos, etc. No versículo em questão diz 'harpa e órgão', porém a tradução literal do hebraico dá a entender que se tratava de objetos sonoros com todos os ingredientes acima, contudo nada parecido com as harpas e os órgãos utilizados no período clássico de Israel, no tempo de Davi e Salomão. Por essas e outras, meus irmãos, louvem bastante a Deus, com todos os ritmos; com ordem e decência, sempre adequando da maneira certa cada ritmo para o local certo onde ele possa ser reproduzido.

Sei que muitos cristãos são contra alguns ritmos simplesmente porque 'mexem' com o corpo da gente, pois não conseguimos ficar parados e extravasamos com danças. A dança é consequência da música misturada a alegria que sentimos, e já que a alegria do Senhor é a nossa força, e é uma alegria extremamente saudável, cujas fontes vem de Deus e não dos sentimentos carnais, devemos e precisamos dançar - e com muita alegria, pois somos humanos e servimos a um Deus que nos ama em toda nossa essência. Viva sem limites e sem restrições toda felicidade e alegria que Deus te garante, pois como diz a máxima, "é possível conhecer o espírito de um povo através da música que ele canta". Cante e dance bastante, mas entende que a maior revelação nisso tudo é o bom censo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Revelação ou conhecimento ?


A revelação sem o conhecimento gera heresia, porém o conhecimento sem a revelação gera a incredulidade. É fato que podemos viver uma experiência e que esta experiência pode ser informada a outras pessoas; o conhecimento, porém, é transferível. Independente da experiência ou do conhecimento, a pergunta é: Temos informado e transferido experiências e informações corretas daquilo que Deus tem feito em nossa vida aos que estão o nosso redor? É certo que as palavras humanas jamais poderão aprisionar o infinito, isto é, jamais poderão definir com precisão a grandeza da plenitude da Glória de Deus. Nisto vemos o grande amor e misericórdia do Senhor em nos permitir simplesmente adorá-lo e pregar a Sua Palavra neste mundo.

Da mesma forma observamos a experiência do Espírito Santo (que muitos definem como "batismo do Espírito Santo). O Espírito Santo de Deus já está em mim, mas será que eu já estou nEle? Em Atos dos Apóstolos capítulo 2 essa questão é resolvida e então somos apresentados. Tudo depende do nosso grau de humilhação perante Deus e ao nosso próximo. Chega desse "show domingueiro" que acontece muitas vezes em nossas igrejas, com relação a manifestação de dons espirituais. Quando falamos de "show" na igreja muitos só lembram de mísica e do ministério de louvor, porém esquecem desses que adoram "aparecer" em nossas reuniões. São esses irmãos considerados "poderosos" e cheios de (pres)unção... Onde está a humildade; a humilhação?  Ele (Deus) submeteu-se a três grandes humilhações em seu esforço para resgatar a raça humana depois de um longo período de silêncio:

1) A encarnação, quando vestiu a limitação de um corpo físico;

2) A Cruz, quando sofreu a ignomínia de uma execução pública;

3) A Igreja: Num impressionante ato de autonegação, confiou Sua reputação a pessoas comuns como nós.

Estas são três formas que entender o quanto Deus está disposto a se revelar aos que O buscam; dEle procede todo conhecimento que o homem jamais poderia ter por si só. Aprendamos, portanto, com o Senhor; com Sua revelação e Seu conhecimento, que são os tesouros mais preciosos. Com certeza nos levará a um caminho de discernimento e humildade que só trará crescimento. Que Deus nos abençoe!