segunda-feira, 8 de março de 2021

A CEIA CRISTÃ

Sobre a 'Ceia do Senhor' na igreja de Jesus:

1) É um erro utilizar textos, passagens ou versículos do Velho testamento para consolidar doutrinas para a igreja atual. O certo é utilizar apenas o Novo Testamento (A nova aliança). Antigamente várias culturas (sumérios, egípsios, hebreus, etc) achavam que o sangue era a fonte mais vital do ser humano, como está em Levítico 19:26. A percepção que esses povos antigos tinham da vida era muito limitada e sua ciência praticamente não existia. Esse texto (levitico 19:26) só pode ser interpretado pela igraja atual como sendo uma alusão profética da "vida que Cristo fez jorrar sobre a igreja DELE através de Sua morte vicária". Se fôssemos interpretar Levítico 19:26 literalmente, todos estaríamos proibidos de, inclusive, comer frango ao molho pardo. Até picanha mal passada seria uma blasfêmia !!!
2) A ceia católica é chamada 'Eucaristia'e, segundo esta doutrina católica, tem o poder místico de promover uma transformação no homem, por isso é denominado como um 'ato sacramental', pois no momento em que é celebrada, segundo eles, o vinho passa a ter o poder do sangue de Cristo e, da mesma forma, o pão também passa a ter o poder do corpo de Cristo. Nós crentes sabemos que isso é um devaneio surreal dos primeiros bispos romanos com o intuito de manter o povo preso e amedrontado pela ignorância. A igreja protestante séria interpreta a celebração da Ceia como APENAS um momento simbólico e, como o apóstolo Paulo frisou, momento este para se lembrar e refletir sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus até que ELE venha. Não existe misticismo e nem "transubstanciação"; não existe nenhum tipo de "poder" sendo repassado ao homem através dos elementos (pão e suco de uva), pois como é uma celebração feita por homens e mulheres redimidos pelo SANGUE DE JESUS, nenhuma "transmissão" de poder de qualquer tipo se justifica mais, pois a morte vicária de Jesus já foi suficiente. Quando temos fé em Cristo, não precisamos ter "fé no pão" e nem "fé no suco de uva". Basta olhar pra Cristo e ser feliz, pois ELE é o Autor e o Consumador da nossa fé.
#IBUC @IBUC #GilsonMangarat

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Como é "chato" ser cristão reformado !

As vezes é tão chato ser cristão reformado.. Você não "levanta a mão" e não grita "glórias a Deus" veementemente e nem se sente motivado por "atos proféticos", pois a sua fé lhe garante que isso tudo é (muito) secundário, principalmente quando você tem a certeza de que a Graça de Deus já o alcançou por completo... 

Ainda bem que Deus não é religioso (como são os seus filhos) e tem o foco maior no nosso coração (em nossa essência) e não fica nos 'observando', como se quisesse 'testar' o nosso cristianismo baseado nos 'gestos' que fazemos ou não durante os cultos em nossas igrejas. 

Sabemos que muitos irmãos 'necessitam' desse tipo de relacionamento com Deus, bem 'gestual', por mais frágil e raso que possa ser - mas afinal, somos filhos de um Pai tão amoroso que "foi preparar lugar" para todos nós, sem exceção. 

Uma coisa me conforta: Alguns querem VER a glória de Deus; outros querem PARTICIPAR da glória de Deus. Mas existem outros que almejam SER a glória de Deus nesta Terra - e este nível de consciência não se consegue em cultos pura e simplesmente, mas sim na leitura bíblica, na meditação da Palavra e na transformação de todo esse aprendizado em ATITUDE diária e planejamento de vida.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Hicsos e Hebreus no Egito

Durante o Médio Império Egípcio (2000 a 1580 a.C.), o Egito vivia uma disputa política entre o Faraó e a elite religiosa. Por volta do século XVIII a.C. a pressão contra a autoridade do Faraó estabeleceu um grave desacordo, sendo que muitos membros da nobreza, em desafio, permitiram que povos estrangeiros adentrassem o território egípcio, povos que não eram bem vindos, chamados de "vagabundos das areias".




Esses povos eram instalados na região do Delta do Nilo, norte do Egito, para que não tivessem acesso nem contato com a parte rica e civilizada do país, evitando a miscigenação com a população natural. Entre esses povos semitas estariam os filhos de Jacó, os Hebreus e também uma civilização de origem asiática, os Hicsos. Segundo alguns pesquisadores essa chegada se deu devido a uma enorme seca em seu lugar de origem. Podemos então concluir que esses povos se deslocaram até o nordeste da África para fugir da seca, da fome e usufruir das terras e dos mananciais disponíveis.

Enquanto o Egito era tomado por disputas políticas, os Hicsos, que eram adoradores da divindade "Ba'al" desenvolveram a sua economia e sociedade, além de formar um exército muito bem armado, com armas resistentes e cavalos de guerra. Dessa forma, quando iniciaram o processo de dominação contra os egípcios não tiveram dificuldade de vencer as instáveis forças que controlavam a região do Delta do Nilo. 

Após se firmarem politicamente no Egito, os Hicsos decidiram fixar a capital do Baixo Egito na cidade de Avaris, enquanto a dinastia de Faraó mudou sua capital para Tebas, no Alto Egito, para garantir assim o controle da região sul. Essa divisão política permaneceu por quase um século estável, graças ao bom convívio entre os dois governos no Vale do Rio Nilo, mas sofreu um forte abalo por conta de uma rixa aparentemente banal, segundo documentos desse período. Os relatos dizem que muitas dessas brigas aconteciam porque Os Hicsos tentavam legitimar e estender seus poderes, adotando várias das tradições e costumes desenvolvidos pelos egípcios, por outro lado os egípcios não se conformavam com a perda de uma rica e significativa parcela de seus domínios. 
O termo grego Hicsos deriva do egípcio Hik-khoswet, que significa "governantes de países estrangeiros". Por volta de 1580 a.C, no governo do faraó Ahmose I, os conflitos militares contra os hicsos se intensificaram, com o intuito de recuperar a unidade política do antigo Egito, tiveram que superar duas frentes de batalha: uma ao norte comandada pelos hicsos e outra ao sul sob liderança dos núbios, povo que cooperou militarmente em favor dos hicsos. Após a vitória o Novo Império (1580 a 525 a.C) inaugurou uma nova etapa na supremacia egípcia.

Os Hebreus no Egito 

A bíblia nos dá informações escassas sobre a permanência dos hebreus no Egito. Jacó e seus filhos estabeleceram-se na terra de Gessém (no texto hebraico Goshen, no texto dos LXX, Gessém), situada na parte oriental do Delta, região fértil é apta para o pastoreio. Em determinado momento, com o crescimento da população, Gessém tornou se pequena, e os hebreus tiveram que expandir. Preferiram em vez de se estabelecerem em meios hostis egípcios retornar para Canaã, terra que estava ligada a esse por tradições religiosas. Uma vez já tinham voltado para lá, quando José saiu do Egito rumo a Canaã para sepultar Jacó (Gn 5O,7-14). Certamente, depois daquela ocasião, as relações não foram cortadas com a terra das promessas.
O período dos Hicsos ainda é obscuro na história do Egito. É consensual que eles foram um dos povos asiáticos que ocuparam o Delta do Nilo em busca de alimentos naquela época, parecem feito uma aliança cultural e tecnológica com os egípcios. 

Historiadores modernos aceitam a ideia de uma conquista do Egito pelos hicsos. Os vestígios arqueológicos não confirmam nem negam esta conquista militar do Delta do Nilo, e as fontes egípcias contem poucas informações do período que abrange da 14.ª Dinastia a 17.ª Dinastia, por esse motivo acreditam que houve uma desintegração de poder no Egito nesta época.

Outras fontes históricas dão conta de que que os Hicsos, em determinado momento ascenderam ao poder no Egito, tirando dos Hebreus o status de 'povo amigo' e relegando-os à escravidão, pois como pavo imigrante no Egito (assim como os Hicsos) tornaram-se eventualmente seus rivais. Com a ascensão dos Hicsos ao trono Egípcio os Hebreus se tornaram escravos, até culminar com sua libertação sob a liderança de Moisés.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O que é uma igreja batista ?

A igreja batista nasceu a partir dos movimentos de reforma eclesiástica que agitaram o século 16. Mais especificamente, os batistas descendem da igreja inglesa que, com Henrique VIII, rompeu com o catolicismo romano, dando início à denominada Igreja Anglicana.

Para algumas pessoas que pertenciam à Igreja Anglicana, a reforma de Henrique VIII devia ser mais ampla, indo além de questões institucionais e atingindo áreas de fé e doutrina. Esses grupos, por desejarem um retorno ao Novo Testamento em sua forma mais pura, foram chamados de puritanos.

Entre os puritanos havia os separatistas que, além de se opor a certos aspectos teológicos da Igreja Anglicana, também não aceitavam o controle estatal da igreja, crendo que esta devia ser independente. Esses puritanos foram chamados de separatistas.


Evidentemente, a coroa inglesa não via com bons olhos os movimentos puritanos separatistas e os considerava ilegais. Por isso, muitos desses grupos fugiram da Inglaterra e se fixaram em vários países. Entre eles, em 1609, uma congregação liderada por John Smith (c. 1570-1612), refugiou-se em Amsterdã, na Holanda. Ali, John Smith teve contatos com os anabatistas e com os menonitas, sendo influenciado por esses movimentos no tocante a um retorno completo às Sagradas Escrituras, ao batismo somente de crentes e à rejeição do batismo infantil.


Em 1612, Thomas Helwys (c. 1550-1616) e outros membros da igreja fundada por Smith voltaram à Inglaterra e fundaram, em Londres, a primeira igreja batista. É interessante notar que essa igreja, a princípio, praticava o batismo por efusão, mas já detinha os outros traços distintivos dos batistas - a aceitação da Bíblia como autoridade final em matéria de fé e prática, a salvação pela graça mediante a fé somente, a separação entre a igreja e o Estado e o dever do governo de garantir a liberdade de consciência e de culto.

Os batistas de convicção calvinista, também chamados de batistas particulares, originaram-se em 1633, a partir de um cisma na igreja liderada por Henry Jacob, em Londres. Esse grupo, além de enfatizar as doutrinas reformadas, insistia no batismo dos crentes por imersão e tornou-se o segmento mais influente dentro do movimento batista inglês.

Espalhando-se para as mais diversas regiões do globo, os batistas muito cedo chegaram aos Estados Unidos. De lá veio para o Brasil o casal de missionários William e Anne Bagby. Por esse tempo, já havia batistas americanos em Santa Bárbara e Americana (SP), mas suas igrejas eram voltadas apenas para a colônia estrangeira. O casal Bagby, porém, em 1889, fundou, em Salvador, a primeira igreja batista brasileira. A partir daí os batistas se espalharam por todo o País e, em 1907, foi organizada a Convenção Batista Brasileira.

DEZ TRAÇOS DISTINTIVOS DOS BATISTAS 

1. Adoção da Bíblia como única regra de fé e prática (2Tm 3.16).

2. Ênfase na doutrina da salvação pela fé somente (Ef 2.8-10).

3. Destaque para o ensino do sacerdócio de todos os crentes (1Pe 2.9)

4. Separação entre Igreja e Estado com ênfase na independência da igreja (Mt 22.21).

5. Autonomia de cada igreja local que adota a forma de governo congregacional (Mt 18.17; At 6.1-6).

6. Cooperação entre as igrejas para a expansão do Reino de Deus (1Co 16.1-4).

7. Prática do batismo por imersão ministrado somente aos crentes (At 8.36-39).

8. Rejeição do batismo infantil (Mt 28.19).

9. Consideração do batismo e da Ceia do Senhor como símbolos de verdades espirituais e não como sacramentos (Rm 6.4; 1Co 11.24-25).

10. Rejeição de doutrinas pentecostais especialmente no tocante ao batismo do Espírito Santo acompanhado pelo dom de línguas (1Co 12.13,30).  

RESSALVAS 

1. Os batistas não são os seguidores de João Batista. Muitos identificam os batistas com os seguidores João Batista, mas esse entendimento é fruto apenas da intuição popular que percebe a igualdade dos nomes e automaticamente passa a crer que há qualquer ligação entre ambos. Esse modo de pensar, porém não tem qualquer amparo, mesmo porque João Batista e seus discípulos nunca fundaram qualquer igreja ou movimento religioso. O papel de João e seus discípulos se limitou a preparar o caminho para a vinda do Messias que é Jesus (Mt 3.1-3). Depois disso João saiu de cena (Jo 3.30). 

2. Os batistas não adotam a Teologia da Prosperidade. O ensino de que os crentes de fé terão prosperidade material e livramento de doenças, ensino este proposto pela chamada Teologia da Prosperidade não é ensinado nas igrejas batistas genuínas por não ter amparo bíblico. Na Palavra de Deus aprendemos que dificuldades físicas e financeiras advêm tanto a crentes como a incrédulos (Mt 19.23; Lc 16.22-23; Gl 4.13; Fl 2.25-27; 2Tm 4.20; Tg 2.5). 

3. Os batistas não têm comunhão com seitas paraprotestantes. Seitas paraprotestantes são aquelas cujos fundadores estiveram originalmente ligados de alguma forma a igrejas protestantes, mas romperam com elas por professarem doutrinas estranhas ao cristianismo histórico, fundando em seguida o seu próprio movimento. Todos esses movimentos, à luz da Bíblia, não podem ser considerados cristãos. Daí ser impossível a comunhão entre eles e as igrejas batistas que preservam seus princípios fundamentais (2Jo 10). 

4. Os batistas não praticam rituais comuns em outras igrejas ditas evangélicas. Rituais de quebra de maldição, supostas orações de poder, cultos de libertação espiritual, unção de objetos e coisas do gênero não são práticas adotadas pelos batistas ou por qualquer igreja bíblica. Na verdade, essas superstições servem apenas para desfigurar o nome de cristão e desviar o coração das pessoas da verdadeira mensagem do evangelho, fazendo-as crer em fábulas (Mt 7.21-23; 2Tm 4.3-4; 2Pe 2.1-3).

terça-feira, 24 de abril de 2018

O Pentecostalismo e seus danos à Igreja cristã

Os Três Perigos

Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, o papismo e o pentecostalismo.

O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como "não pode isso", "não pode aquilo" (Cl 2.20-23). O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de possuir

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O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível!

Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16.

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nesses 2 mil anos de história eclesiástica.

O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas.

Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de "segunda bênção" (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela "bênção". Já os que eram "batizados" balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos.

Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem... O pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns.

Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários.

Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16. A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado.
De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca.

Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa-fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Onde está escrito na bíblia que Lodebar era uma terra de tristeza e dor?

A história de Mefibosete começa no segundo livro de Samuel capítulo 9 em diante. O texto diz que ele habitava em Lodebar, mas afinal de contas onde é que está escrito que esta cidade era uma "cidade feia", ou um "lugar de tristeza e dor" como dizem muitos pregadores e cantores? Qual o capitulo e o versículo que trás esta informação?

Precisamos conferir nas escrituras tudo que é pregado nos púlpitos de nossas igrejas. Quem tem essa prática (de conferir nas escrituras) não se surpreende mais com tanta bobagem que muitos pregadores propagam como se fossem textos bíblicos e, por esta razão, os tornam "irrefutáveis" e "inquestionáveis".
O próprio Deus nos adverte para que não ultrapassemos o que está escrito, com muitas ressalvas para não darmos créditos a estórias fantasiosas, geralmente originadas na mente de pessoas que não estudam a Bíblia, apenas repetem o que ouviram dizer.
Temos razão em afirmar, no caso de Mefibosete, que nada mais há no texto bíblico além do necessário para mostrar o quanto foi Davi foi misericordioso com a casa de Saul, devido à amizade que tinha com Jônatas, seu filho. Apesar de Saul ter se tornado abominável para Deus e, também, por haver sistematicamente perseguido Davi para mata-lo, mesmo assim o “jovem rei segundo o coração de Deus” honrou a promessa que havia feito a Jônatas de “fazer bem a casa de seu pai”. Sabemos que a prática comum da época era o novo rei eliminar toda a descendência do antigo rei deposto, para evitar que revoltosos e insurgentes se levantassem dentre os seus descendentes.  Seguindo os preceitos dessa prática comum, a parentela de Jônatas tratou de fugir, pois ainda não sabia que seria poupada. Na fuga ocorreu um acidente com Mefibosete (sua ama o deixou cair) que o transformou num aleijado.

Um tempo depois, conforme havia prometido a Jônatas, o rei Davi restitui a Mefibosete o direito de se sentar à mesa do rei. Os anos se passaram.  Logo a seguir, durante a revolta de Absalão, no texto de Samuel veremos que Mefibosete se mostrou ingrato, apesar do altruísmo de Davi para com ele, porque no episódio em que Davi é obrigado a fugir do reino por conta do golpe de seu filho Absalão, Mefibosete fica “em cima do muro” e põe a culpa no servo (Ziba) pelo fato de não ter seguido ao rei afastado, quando todos os verdadeiros amigos de Davi fogem com ele.
Quando Davi volta e é restituído ao trono Mefibosete fica sem graça (2º Samuel 19:25) e não sabe o que responder ao rei. Davi percebe nitidamente o caráter ingrato e traidor de Mefibosete, mas mesmo assim Davi ainda dá bens e condições ao servo Ziba, que era leal a Davi, para que este continue cuidando do coxo e ingrato Mefibosete.
Nada mais é dito na Bíblia sobre a cidade onde Mefibosete morava ou, qualquer fato relevante que diga respeito a sua história, além do que já está escrito. A bíblia é bastante direta e não perde tempo com narrativas paralelas que não dirijam o leitor para o tema central – que é Jesus. Toda narrativa bíblica converge em direção ao grande final: Jesus Cristo Salvador do mundo.

Qualquer história paralela que não contribui para isso é “fofoca gospel” que alguém ouviu, ou leu em algum “livro” e, sem pesquisar a verdade, saiu por aí repetindo. Existe até “musica gospel” sobre essa estória fictícia de “Lodebar”...  Até em livrarias pode-se encontrar livros fantasiosos contando relatos da adolescência de Mefibosete - Pasmem!! Do mesmo modo existem livros contando como foi a vida de Tomé, de Lazaro, de Judas, etc. Devemos ter em mente que fofoca é uma coisa que atrai muitas pessoas e, quando vira livro, dá  muito retorno financeiro para quem escreve. O importante é que saibamos a diferença entre “estória” e texto bíblico. Para ter o poder deste discernimento, basta você fazer uma coisa muito simples: Ler a Bíblia e parar de ser massa de manobra ignorante nas mãos de quem tem o poder da retórica.

Gilson Mangarat - Poeta, escritor, compositor e músico cristão.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O primeiro culto protestante das Américas - A verdadeira história

Essa história meus livros dos tempos de escola não contaram; talvez por desinteresse, talvez por ignorância... Mas o episódio ficou registrado pela historiografia dos povos que interagiram com o desenvolvimento da história da nação brasileira. Pela importância documental, pela coragem de vir tão longe pregar o Evangelho, pelo testemunho de fé, por tudo que representa e pode representar para a fé protestante no Brasil, desejo, sinceramente, que este episódio nunca mais seja esquecido.

Como essa história começou
O primeiro Culto protestante das Américas foi celebrado, muito provavelmente, no Brasil. Justo no país que ficou historicamente tão marcado pela influência de uma colonização católica-romana-jesuita.
Em tempos remotos, poucas décadas após o controverso descobrimento destas terras conhecidas como Brasil, houve uma tentativa de se estabelecer uma pequena colônia francesa no Rio de Janeiro. Naquela época tanto os portugueses quanto os franceses constantemente visitavam a costa estabelecendo contato com os “selvagens” locais para negociar, principalmente, a extração do pau-brasil.

Esse projeto colonizador, também conhecido como a França Antártica, teve suas peculiaridades. O jovem aventureiro e vice-almirante francês Nicolas Durand de Villegaignon (1510 -1571), com o apoio do próprio rei da França Henrique II, aceitou o desafio de estabelecer uma colônia no Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1555. O nível moral e religioso da recém-estabelecida colônia era preocupante; Villegaignon decidiu “importar” franceses de boa índole para influenciar os que por aqui já haviam chegado.

Villegaignon escreve uma carta a um antigo conhecido, o reformador João Calvino, que envia 14 huguenotes (nome dado aos protestantes calvinistas na França) que chegam ao Brasil no dia 7 de março de 1557. No grupo destaca-se a presença de 2 pastores e a do o jovem Jean de Léry (na época com 22 anos) estudante de Teologia, que atuou como sapateiro na Colônia. Após o regresso dramático para a França Léry escreve a obra Histoire d’un voyage faict en la terre du Brésil publicado na Europa em 1578, que se tornou um livro de “viagens e aventuras de grande sucesso” no Velho Continente, rapidamente traduzido para o latim, alemão e holandês. No Brasil com o título Viagem à terra do Brasil, foi publicado em 1980 pela EdUSP. Esta é a principal obra que nos traz o relato dos protestantes (calvinistas) que perderam a vida em defesa da fé bíblica no Brasil Colonial. Nesta obra também estão registrados dois cantos tupis, que os historiadores consideram o documento escrito mais antigo da música ameríndia.

O primeiro culto protestante:

Apesar de o termo “missionário” ainda não estar em voga no vocabulário evangélico do século XVI, talvez este tenha sido o primeiro movimento missionário em direção ao Novo Mundo. Motivados pela promessa de “fundar um puro serviço a Deus” esses homens estavam dispostos a cruzar o Oceano, convictos de que sua finalidade era “anunciar o Evangelho na América”.

Acolhidos com receptivas palavras de Villegaignon, os calvinistas chegaram ao Brasil numa quarta-feira, dia 10 de março de 1557, e neste mesmo dia realizam um culto descrito por Léry como em conformidade com ritual das igrejas reformadas da França. Na ocasião cataram o Salmo 5, e o pastor Pedro Richier, integrante do recém-chegado grupo, realizou a pregação com base no Salmo 27 “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida”. Não sabiam eles que haviam acabado de realizar “o primeiro culto protestante da história do Brasil e do Novo Mundo”.

Conforme nos informa Jean de Léry, o almirante Villegaignon não apenas consentiu que se realizassem orações públicas todas as noites após os trabalhos de edificação do Forte, mas também ordenou que os pastores pregassem duas vezes aos domingos, que os sacramentos fossem administrados de acordo com a pura Palavra de Deus, e que, se necessário fosse, se aplicasse a disciplina eclesiástica. Por isso, no dia 21 de março de 1557, pela primeira vez foi celebrada a Santa Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo (nos moldes da igreja protestante), em território brasileiro.

Passados alguns meses Villegaignon logo foi visto como um fingido, que inicialmente demonstrava piedade e disposição para acolher com ternura paternal os calvinistas, mas logo submeteu os visitantes a um cotidiano de trabalhos forçados e condições de difícil sobrevivência. E, repentinamente, todo o fervor pela fé reformada se converteu em perseguição religiosa com radicais discordâncias, principalmente, acerca do sacramento da Santa Ceia; o almirante passou a, enfaticamente, advogar em favor dos dogmas do catolicismo romano, exigindo uma retratação dos calvinistas.

A Confissão de Fé de Guanabara

O documento “A Confissão de Fé de Guanabara” foi escrito em Latim com tinta feita de pau-brasil e é composto de 17 artigos enfaticamente iniciados, em grande parte, com a expressão “Cremos...”. Tais artigos podem ser divididos nos seguintes temas: (1-4) Trindade e a pessoa de Cristo; (5-9) Ceia e Batismo; (10) o livre-arbítrio; (11, 12) a autoridade dos ministros para perdoar pecados e impor as mãos; (13-15) casamento, divórcio e castidade; (16, 17) intercessão dos santos e oração pelos mortos.[6]

Alguns pequenos detalhes nos chamam a atenção na elaboração deste documento: 1) Jean Du Bourdel, que foi o redator, apesar do conhecimento do latim, não possuía uma formação formal em teologia; era leigo. 2) O pouco tempo que tiveram para produzir o texto (aproximadamente 12 horas). 3) Pouco recursso disponível – uma bíblia –, e a situação totalmente adversa: a prisão, a pouca luminosidade e a pressão de saber que aquele documento representaria – talvez – a própria sentença de morte. 4) A familiaridade com os Pais da Igreja; são citados Agostinho, Tertuliano, Ambrósio e Cipriano. 5) A solidez teológica do documento que se harmoniza com as principais confissões da fé bíblico-reformada.

Em seus devaneios místicos o tolo almirante defendia que Cristo estava fisicamente presente na Ceia, além de considerar necessário adicionar água no vinho da Ceia e sal na água do batismo. Calvino e seus seguidores foram declarados hereges por discordar veementemente destas distorções anti bíblicas. 

Para tentar escapar da crescente perseguição os protestantes franceses fugiram do Forte e tomaram uma embarcação rumo a França. A superlotação do modesto navio quase provoca um naufrágio ainda na costa do Rio de Janeiro, e, temerosos, 5 huguenotes (Pierre Bourdon, Jean Du Bourdel, Matthieu Verneuil, André la Fon e Jacques Le Balleur) resolvem não seguir viagem. Encontrados por Villegaignon, são aprisionados para serem executados como hereges, mas antes lhes foi exigido declarar sua fé por escrito.

A ordem de ficarem em silêncio não foi plenamente obedecida, ao invés disso, Bourdel começou a cantar, uma paráfrase do salmo 100. Logo em seguida o almirante Villegaignon questionou Jean Du Bourdel se ainda permanecia firme em suas idéias, este, porém, parecia mais firme que nunca e exortava-os a que permanecêssemos firmes e inabaláveis e a que reconhecessem que no Senhor todo labor não seria em vão.
A uma ordem alguns grandes sacos foram colocados à disposição dos algozes, sacos estes que o próprio La Fon havia costurado. Bourdel foi, de cima para baixo, ensacado e amarrado à cintura, conduzido até a ponta do rochedo, e, com um forte empurrão, arremessado ao mar; caiu em água. O golpe do corpo na água foi possível de ser ouvido de cima do cume, onde estavam os outro que certamente teriam o mesmo destino.

Deste pequeno grupo que resolveu não seguir viagem três (Pierre Bourdon, Jean Du Bourdel e Matthieu Verneuil) foram executados sob as ordens do tirano almirante. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Eu sou um vândalo musical!"


Que saudade dos anos 80! Quando queríamos declarar guerra, em nossa revolta juvenil contra a sociedade e o governo opressor, nos agrupávamos em bandas de rock (punk rock, heavy metal, etc) e, nas garagens, vociferávamos nosso descontentamento contra tudo e contra todos que merecessem ouvir nosso grito. O nosso vandalismo se restringia a um “vandalismo sonoro” – e saiba você que as pessoas morriam de medo e paravam para ouvir nossas reivindicações! Hoje está tudo mudado... Os vândalos atuais se camuflam em meio às passeatas como joio no meio do trigo; são realmente vândalos ao pé da letra, que só prestam para destruir o patrimônio alheio, seja municipal, seja de pessoas que não têm nada a ver com a corrupção dos governos. Os vândalos atuais são jovens tristes, filhos de papai em sua maioria, muitos são moradores de bairros nobres (como o próprio Leblon) e não passam pelas mesmas restrições como a maioria do povo. Eu, quando jovem, “vandalizei” com arte, “destruí vitrines” com solos de guitarra, “quebrei bancas de jornal” com músicas e com letras inteligentes, enfim, gritei o meu descontentamento com as minhas próprias “armas”, sem precisar deixar ninguém triste ou ferido por isso. Esses “Anonymous” (e esses outros descerebrados que picham e quebram placas de sinalização) certamente não representam a minha geração, pois trocaram a arte pela imbecilidade crua e boçalidade desmedida contra o bem estar da própria população – enquanto isso o Eduardo, o Cabral e a Dilma continuam no firme propósito de sacanear o povo do Rio e do Brasil, roubando e pilhando o que pertence a nós. Anonymous, saia das trevas, emerja do esgoto, mostre o seu rosto e vire gente! Promovam passeatas, cantem “Que país é este?”, fechem as ruas, mas não destruam o patrimônio de quem não é causador do seu ódio!

A cidade agradece.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um vaso novo

O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.


3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tanque de Betesda: Anjos ou Jesus, quem você busca?


O Tanque de Betesda, que em hebraico significa “casa de misericórdia”, era localizado, segundo Flávio Josefo, em Jerusalém, ao norte do Templo, próximo ao mercado das ovelhas. Em escavações nesta região, no ano de 1888, o professor e arqueólogo, Dr. Conrad Schick, achou um grande tanque com cinco pavilhões (degraus), que levavam a uma parte mais baixa, onde havia água. Em uma de suas paredes havia a pintura de um anjo no ato de movimentar as águas! Segundo o credo e tradição judaica, de tempo em tempo, um anjo descia naquele tanque e movimentava as águas, o primeiro que entrasse no tanque após o movimento, era curado de qualquer enfermidade! Assim se arregimentavam grandes quantidades de pessoas, esperando receber algo através de um ato místico. Óbvio que se tratava de uma simples lenda, pois não descia anjo nenhum naquele lugar, apenas fazia desmoronar ainda mais a auto estima das pessoas mais miseráveis daquela época, pois os aleijados mais graves jamais conseguiam mergulhar na frente devido a sua impossibilidade motora. Outrossim, se por algum milagre real houvesse uma cura verdadeira próximo ao Tanque de Betesda o fato era imputado ao tal 'anjo' e não a Deus - seu verdadeiro Autor.

O fato relevante aqui é entendermos que o contexto nos mostra dois tipos distintos de multidão que buscam alguma benção de Deus. A multidão do Tanque de Betesda (a turba que gosta de anjos), e a multidão que seguia a Jesus! Aquela multidão que rodeava o Tanque é símbolo das inúmeras pessoas que esperam receber algo de um ritualismo religioso ou místico! O Tanque de Betesda é símbolo do formalismo e misticismo religioso, onde jazem milhões e milhões de pessoas ao redor de um símbolo, aguardando que um dia aconteça alguma coisa que os tire desta situação! Este grupo é levado pela superstição e pelo ritualismo. Em nossos dias temos muitas pessoas que ao invés de seguir a Jesus preferem seguir ministérios (repletos de mistérios) que sobrevivem da ignorância destas, pois oferecem subterfúgios sobrenaturais, tais como 'sabonetes ungidos', 'toalhas do poder', 'corredores da prosperidade'... e por aí vai... Ao contrário destes, o grupo que segue a Jesus, é dinâmico, cheio de satisfação e alegria por ver as maravilhas de Deus através do Senhor! Jesus tem que ser o centro de toda Glória e nunca as suas criaturas ou os objetos inanimados criados por elas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A música - Gilson Mangarat

“Abstrata e real

Igualmente mortal,

És a arte que leva

Meu espírito aos Céus;

Infinita canção

Que transcende a paixão,

Colorindo as rimas

Como fosse um pincel

De poetas e artistas

Que anseiam expressar,

Indo além das palavras

Capturadas no ar;

Com mágicas liras

E harmonias infindas

Os menestréis te consagram

Oh música linda”


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Jesus mentiu sobre a Salvação Eterna??

Depoimento de religiosos:

- Se você não cuidar em fazer boas obras, não poderá se salvar! (católico)
- Sem caridade não há salvação! (espírita).
- A doutrina ensinada que, uma vez salvo sempre salvo, não é bíblica! (testemunhas de Jeová).
- A doutrina mais satânica que eu já ouvi, é esta de que a salvação não se perde! (adventista do 7º dia).
- Eu sei que estou salvo, mas se eu pecar vou para o inferno! (pentecostal da igreja universal).
- É claro que o crente pode perder a salvação, pois está escrito. "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." (pentecostal da Igreja do Nazareno).
- Para ser salvo tem que ser fiel até o fim. Eu pelo menos creio assim! (pentecostal da Assembléia de Deus).
- O crente não perde a salvação se ele estiver predestinado! (Igreja Cristo Vive).
- O crente que é salvo nunca deixa de ser, pois Deus o sustenta. Se ele cair em pecado, é porque não era salvo! (igreja batista renovada).

Os cristãos que não se julgam donos de uma verdade, porém baseados nas sagradas escrituras, sabem que todas as afirmações acima são falsas. Pois a salvação do crente é eterna Jo 5:24. E é obtida somente através da cruz. I Co 1:18.

A Perda da Salvação e as Escrituras

Não existe sequer uma passagem bíblica falando em perda de salvação; levando em consideração o Deus cuidadoso com o seu povo como é o nosso, se fosse possível que a salvação pudesse ser perdida pelo salvo, acredito eu que haveria inúmeras advertências nas Escrituras dizendo que tivéssemos cuidado para não perdê-la.
Assim como o catolicismo tem na sua interpretação alguns textos para dizer que a salvação é por meio de obras. (Mateus 25:34-36); os religiosos intitulados de evangélicos, também têm os seus (Mateus 24:13). Sabemos que estes textos acima, são de assuntos escatológicos, porém mal compreendidos e usados para distorcer as Escrituras e negar a graça de Deus. Ef 2:8,9.

Os Salvos do Antigo Testamento

Vocábulos como: "a alma que pecar essa morrerá" Ez 18:4, muito usado pelos defensores da perda da salvação, referem-se à morte física Dt 13:5. É a mesma expressão de a alma ser extirpada Nm 15:31-35. Pessoas eram apedrejadas quando cometiam sacrilégios no Antigo Testamento. Encontramos na vida do piedoso rei Davi um grave pecado de adultério e homicídio. No entanto, no Salmo 51 ele faz sua confissão. Ele não perdera a salvação, mas a alegria da mesma, e a pediu de volta a Deus Sl 51:12. No Velho Testamento a pessoa do Espírito Santo na vida, era privilégio de alguns e não habitava em todo crente, nem ninguém era selado com Ele. Por isso não era permanente. Poderia entrar e sair das pessoas. Por isso Davi pediu a Deus que não o retirasse dele Sl 51:11. Sansão perdeu este privilégio quando quebrou o pacto do nazireado Jz 16:17-20, mas era um salvo pela fé. Hb 11:32. Apesar do seu suicídio... Confuso? Nada disso... esclareça sua fé lendo o que vem abaixo:

Confirmação de Deus Pai e Deus Filho

As promessas de Jesus Cristo são firmes e confiáveis no tocante a este assunto. Todo o que o Pai me der vem a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Jo 6:37. Portanto, defender a perda da salvação, como fazem os religiosos citados acima, é, pela insensatez, chamar Cristo de mentiroso, e negar que ele é Deus. Jesus só prometeu que a salvação de suas ovelhas verdadeiras era eterna (prá sempre), pelo fato dele ser Deus. "Dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer e ninguém os arrebatará da minha mão" - disse. "Meu Pai que mas deu, é maior do que todos e ninguém as arrebatará da mão do meu Pai. Eu e o Pai somos um". Jo 10:28-30. Esta é uma verdade que não pode ser negada. Quando Jesus diz que, quem ouve a sua palavra e crê no Pai, tem a vida eterna Jo 5:24, (não é terá), o verbo ter, está no presente. Se é eterna, é para sempre. Quando citamos este versículo os filhos do diabo sempre acrescentam: tem, se o crente permanecer.

A Promessa do Espírito Santo

Ao aceitar Cristo o crente recebe o Espírito Santo. O mesmo não o abandona mais. Gostaria que tais religiosos citassem um só versículo afirmando que o crente perde a habitação do Consolador em vida. Sei que é impossível encontrar tal passagem na bíblia. Pelo contrário, veja só a promessa do Senhor. Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. Jo 14:16. De acordo com as palavras de Paulo em Efésios 1:10,11, recebemos o Espírito quando cremos em Jesus Cristo, como selo. É Ele o penhor (garantia) da nossa herança (o céu). Quando o crente peca, o Espírito de Deus não sai dele, apenas se entristece. Pois este selo é para sempre, até o dia da redenção. Veja: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da redenção". Ef 4:30. Paulo também adverte: não extingais o Espírito, I Ts 5:19. Isto porque muitos crentes anulam toda ação do Espírito Santo na sua vida. Todavia, no Novo Testamento não existe um vocábulo referente ao Santo Espírito sair do crente.

Os Danos Sofridos Pelos Salvos Que Pecam:

A Perda de Galardões.

Aqueles que são fiéis até a morte receberão a coroa da vida Ap 2:10, o que muitos incautos (inclusive muitos pastores) pensam que se trata da salvação. Porém esta trata-se apenas de um galardão, a coroa pode ser tomada do crente Ap 3:11. Não por Satanás, mas por outro crente, que seja mais digno. A salvação não se perde, pois é um dom gratuito de Deus, no entanto o galardão sim. Vejamos a advertência do apóstolo João. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho. Antes recebamos o inteiro galardão II João 8. E mais. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento, mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. I Co 5:14,15.

A Morte

Para o salvo existe também uma grave punição quando ele comete pecados graves. Louvo a Deus pela passagem bíblica de I Coríntios 5:1-5 onde um crente daquela igreja foi entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito fosse salvo no dia do Senhor Jesus Cristo (ver 5). Somente o corpo do crente pode ser chamado de templo de Deus, não o dos incrédulos. Sabendo disto vejamos o que Paulo diz: Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá (morte), porque o templo de Deus que sois vós é santo. I Co 3:16,17. Com estes textos, entendemos que não são todos os pecados dos salvos que trazem estes prejuízos extremos, mas somente os graves e escandalosos. O apóstolo João afirma que há pecados para morte, e pecado que não é para a morte I Jo 5:16,17.

Salvos Como Pelo Fogo

Aqueles que depois de salvos pecarem voluntariamente, é a situação da segunda semente da parábola do semeador Lc 8:13. Os da terceira semente continuam firmes, mas voltados para seus próprios negócios Lc 8:14. Estudaremos sobre a salvação pelo fogo exposta na bíblia: Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento, mas o tal será salvo como pelo fogo I Co 3:15. Entendemos que a expressão “como pelo fogo” significa que não há fogo real, é como se tivesse. O sofrimento é de tal semelhança. Mas a terra que produz espinhos e abrolhos, é reprovada e perto está da maldição e seu fim é ser queimada Hb 6:8. Como estamos vendo, o crente que está fora da vontade de Deus, sofrerá reveses e isso não é brincadeira. Pois não foi para isso (viver em pecado) que ele foi salvo. Porque se pecarmos voluntariamente depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação de ardor de fogo que há de devorar os adversários, Hb 10:16,27. O escritor sagrado está falando para crentes, pois ele está se incluindo,pois diz: “se pecarmos”, e não “se alguém pecar”, não haverá mais sacrifício pelo pecado, isto é, Jesus não poderá morrer outra vez pelo pecador. O sacrifício na cruz foi perfeito. Não pode ser repetido, nem perde a eficácia. Acredito que esta salvação pelo fogo, ao contrário do que muitos pensam, é com o crente vivo. Pois Judas fala sobre ter piedade dos duvidosos, arrebatando-os do fogo. Jd 22,23. Isto se refere ao presente, e não ao futuro fogo do inferno ou ao lago de fogo.

As Obras Que Acompanham A Salvação

Sempre foi do feitio de Satanás fazer com que as pessoas achem que os efeitos são causas. Por isso os religiosos sempre esperam obter a salvação por meio de suas obras. Porém a salvação vem primeiro e as obras acompanham a mesma, isso de acordo com Hebreus 6:9. Também Paulo fala em Filipenses 2:12: "...operai a vossa salvação com temor e tremor". Em seus escritos as testemunhas de Jeová traduzem tendenciosamente e erradamente por "produzi a vossa salvação...". Operar – é desenvolver ou movimentar o que já existe. Produzir – é dar origem ao que não existe. O diabo, na sua astúcia, consegue fazer os homens crerem que a salvação é causada por obras, porém estas são o efeito daquela. Além das obras não trazerem salvação (Ef 2:9) também não a credencia perante Deus Rm 4:3. Embora fortaleça o testemunho diante dos homens, não oferece nenhuma segurança para o salvo. Sabemos que vários segmentos religiosos e doutrinários, tais como: Protestantes, pentecostais, Adventistas, Russelistas, Mórmons, etc. têm bastante a ver com o catolicismo. Os católicos acreditam que a salvação vem pela prática de obras; aquelas outras dizem que as obras não salvam, mas sustentam a salvação. Tal mãe tais filhas Ap 17:5.
O crente verdadeiro reconhece o seu dever da prática do bem, em obedecer as orientações de Deus através da sua palavra. Ele está plenamente consciente de suas obrigações de servo de Jesus Cristo. Tudo isto por ser um salvo.

Deus em Sua infinita sabedoria nos abençoe e tenha misericórdia de nós que somos imperfeitos e carentes do Seu grande amor.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quando matar não é crime e nem pecado


Ao contrário do que muitos pensam, o 6º mandamento - "Não matarás" - não é uma tácita e absoluta proibição de matar, independentemente da situação. Ou seja, em determinados casos não é pecado matar. Em determinadas situações é até necessário e recomendável matar.

Pode parecer paradoxal, mas o principal objetivo do 6º mandamento é proteger a vida. Sem essa Lei de Deus escrita e gravada no coração do homem não sobraria ninguém pra "contar a história". Ou seja, os homens se matariam uns aos outros. A proibição é para que o cidadão, individualmente, não tire a vida do outro de forma banal, isto é, para que ele não cometa assassinato, não faça justiça com as próprias mãos e sem um julgamento justo e competente.

Matar alguém significa sempre e necessariamente ter cometido um assassinato? Evidentemente que não. Isso parece já ter ficado claro. A palavra assassinato está diretamente relacionada a crime. Matar alguém em legítima defesa, por exemplo, não é um crime, logo, não é um assassinato. Mas há outras situações em que matar não se constitui nem crime nem pecado. Numa guerra justa, por exemplo, matar o inimigo também não constitui um erro, um crime, um pecado.


Para ilustrar o título dessa postagem, utilizaremos o desfecho trágico de uma tentativa de assalto a uma farmácia, na cidade de Garanhus, no agreste Pernambucano, no dia 14/03/11. Veja no dramático vídeo abaixo:



O policial que salvou a vítima e MATOU o marginal com um tiro certeiro na cabeça cometeu um assassinato? Incorreu no pecado contra o 6º mandamento, que ordena "não matar"? Evidentemente que não. Ninguém o acusará disso, antes, pelo contrário, o policial, provavelmente, será condecorado. Ele era um legítimo representante do Estado naquele momento. Essa morte não deve ser creditada na sua conta pessoal e sim na do Estado que nada mais estava fazendo que o seu papel de "proteger" a vida de seus cidadãos.


O policial puxou o gatilho da arma, mas não cometeu nenhum crime. Nem mesmo incorreu em desobediência ao 6º mandamento. Erraria se fosse omisso e se essa omissão culminasse com o marginal tirando a vida da vítima. Isso deixa claro que nem sempre "matar é um crime ou pecado". Matar para proteger a própria vida, de uma vítima indefesa e de toda a coletividade é, inclusive, louvável.

Nesse sentido, chamamos a atenção para a legitimidade e responsabilidade do Estado em eliminar assassinos cruéis, frios e calculistas, após justo julgamento, prestigiando e protegendo a vida da coletividade. O filósofo Tomás de Aquino costumava dizer que "assim como é justo amputar um membro do corpo que foi acometido por um câncer para salvar todo o resto, também justo é eliminar certos elementos para proteger e preservar toda a sociedade".






quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida de alguém em suas mãos...


Imagine...
De repente você é um 'sniper' da polícia militar de seu Estado e está 'plantado' em um terraço com seu M-16 automático com silencioso, apontando, lá em baixo, para a cabeça de um delinquente enlouquecido pelas drogas, carregando uma pistola 380 em uma das mãos; na outra uma criança inocente, filha de algum pai ou mãe desesperado, servindo de escudo vivo para o tal meliante sanguinário disposto a qualquer coisa para se livrar da situação terrivelmente estressante e avassaladora. Você não pode piscar os olhos em momento errado; sua concentração tem que ser total, pois uma vida inocente pode depender de uma decisão sua - talvez uma decisão mortal. Por segundos você lembra das palavras que já cansou de ler na Bíblia: "Não matarás", mas também lembra que os mesmos homens e leis que tem autoridade dada por Deus sobre a vida dos cidadãos do seu país, inclusive a sua, lhe deram ordens e respaldo para que você cumprisse sua tarefa com dignidade. O bandido lá em baixo segura a criança com violência, apontando-lhe a pistola de forma angustiante; aqui em cima o seu dedo permanece firme aguardando a ordem fatídica. Seu coração treme de receios pela vida da criança e talvez pela alma do jovem atormentado que habitará lugares horríveis caso você precise atirar. A imprensa à postos; todos assistem de suas casas como um 'big-brother' ridículo, aguardando o clímax daquele show nojento onde a maioria torce para que seja com a maior quantidade de sangue possível. Você apenas pede a Deus para que acabe logo - e sem vítimas fatais. Você tem no campo de visão a imagem dos pais do menino, contidos pela linha de segurança da polícia, abraçados em agonia com outro filhinho menor. Em determinado momento o meliante drogado põe a arma no testa da criança; você ora a Deus por todos. Seu dedo está fixo e a arma preparada. Todos gritam lá em baixo. sinal verde para atirar. O estampido seco. A bala parece sair, cuspida em lentas imagens. Um solavanco e partes do cérebro voam espalhados pelo chão. Dois corpos caem no vazio de um momento triste. A criança cai sobre o cadáver e diante dos flaches das câmeras. Os pais correm junto apoliciais e bombeiros. Braços envolvem a criança que chora convulsivamente, porém sem um arranhão. Aplausos da multidão ao perceberam que a criança está a salvo e junto com seus pais. Lá em cima você recolhe e desmonta sua M-16. Sua missão foi cumprida com êxito, infelizmente com necessidade da morte do jovem meliante drogado - mas a criança inocente está viva!

Logo mais você chega em sua casa e abraça seus filhos como se fosse a última vez em sua vida - e de uma forma intensa. Chegam as lágrimas sob seus olhos e apenas um pedido: Deus me perdoe pela vida que tirei hoje. Foi necessário, não tive outra alternativa! - você diz - Amanhã pode acontecer novamente, pois o futuro Lhe pertence meu Pai! Seu coração agora está tranquilo e aliviado pelo perdão incondicional e por saber que você apenas cumpriu ordens e seguiu a orientação de seus superiores - esses mesmos que foram estabelecidos por Deus. Você deu a Cesar o que é de Cesar; agora dê a Deus o que é de Deus.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poeta menino





“Sou poeta desde que me entendo por menino;
Antes era gente, e como tal, pequeno
E endurecido pelas responsabilidades
De um mundo absurdo,
Abastecido de conceitos errados sobre a vida.
Quando finalmente cresci e fui brincar com as crianças
Entendi a maravilhosa arte de expressar a inocência
Através das frases e rimas vindas da alma.
Finalmente nasci do meu verdadeiro eu
E fui correndo contar às pessoas
Como é bom ser menino
E poder brincar de poesia.”

Gilson Mangarat

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Que negócio é esse de cristianismo sem regras? O Antinomianismo.


Por Claudia Bessa.


Há um antigo verso que serve para ilustra bem o tema antinomiano. O verso diz: "Livre da lei, que maravilhosa condição, posso pecar quanto quiser e ainda alcançar a remissão".

Antinomianismo significa literalmente "antilei". Ele nega ou diminui a importância da lei de Deus na vida do crente. É o oposto da heresia gêmea, o legalismo.

Os antinomianos cultivam aversão pela lei de várias maneiras. Alguns acreditam que não têm obrigação de obedecer às leis morais de Deus porque Jesus os libertou da lei. Insistem em que a graça não só liberta da maldição da lei de Deus, mas também nos liberta da obrigação de obedecê-la. A graça, pois, se torna uma licença para a desobediência.

O mais surpreendente é que as pessoas defendem este ponto de vista a despeito do ensino vigoroso de Paulo contra ele. Paulo, mais do que qualquer outro escritor do Novo Testamento, enfatizou as diferenças entre a lei e a graça. Ele se gloriava na Nova Aliança. Mesmo assim, foi muito explícito em sua condenação do antinomianismo. Em Romanos 3.31 ele escreve: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.".

Martinho Lutero, ao defender a doutrina da justificação pela fé somente, foi acusado de antinomianismo. Ele, no entanto, afirmava com Thiago que "a fé sem obras é morta". Lutero discutiu com seu discípulo João Agrícola sobre esta questão. Agrícola negava que a Lei tivesse qualquer propósito na vida do crente. Negava até mesmo que a lei servisse para preparar o pecador para a graça. Lutero respondeu a Agrícola com sua obra Contra o Antinomianismo em 1539. Posteriormente, Agrícola se retratou de suas idéias antinomianas, mas a questão permaneceu.

Teólogos luteranos posteriores afirmaram a visão de Lutero da lei. Na Fórmula de Concórdia (1577), a última das declarações da fé luteranas, eles relacionaram três utilidades da lei: (1) revelar o pecador; (2) estabelecer um nível geral de decência na sociedade como um todo e (3) proporcionar uma regra da vida àqueles que foram regenerados pela fé em Cristo.

O erro primário do antinomianismo é confundir justificação com santificação. Somos justificados pela fé somente, independentemente das obras. Entretanto, todos os crentes crescem na fé ao observarem os mandamentos de Deus - não para granjearem o favor de Deus, mas movidos por uma amorosa gratidão pela graça que já lhes foi concedida através da obra de Cristo.

É um erro grave supor que o Antigo testamento era a aliança da lei e que o Novo Testamento é aliança da graça. O Antigo Testamento é um testemunho monumental da maravilhosa graça de Deus em favor de seu povo. Semelhantemente, o Novo Testamento está literalmente cheio de mandamentos. Não somos salvos pela lei, mas demonstramos nosso amor a Cristo obedecendo a seus mandamentos. "Se me amais, guardai os meus mandamentos." Jo 14.15.

Freqüentemente ouvimos a afirmação: "O cristianismo não é um monte de normas sobre o que fazer e o que não fazer. Não é uma lista de regras". Há alguma verdade nesta dedução, visto que o cristianismo é muito mais do que uma mera lista de regras. Em sua essência, o cristianismo é um relacionamento pessoal com o próprio Cristo. Não obstante, o cristianismo também não é destituído de regras. O Novo Testamento claramente inclui alguns "faça e não faça". O cristianismo não é uma religião que sanciona a idéia de que todos têm o direito de fazer o que acharem melhor aos próprios olhos. Ao contrário, ele nunca dá a alguém o "direito" de fazer o que é errado,

Sumário

1.         Antinomianismo é heresia que diz que os cristãos não têm qualquer obrigação de obedecer às leis de Deus.
2.         A lei revela o pecado, é o fundamento para a decência na sociedade e é um guia para a vida cristã.
3.         O antinomianismo confunde justificação e santificação.
4.         Lei e graça enchem tanto o Antigo quanto o Novo Testamento.
5.         Embora obedecer à lei de Deus não seja a causa meritória da nossa justificação, espera-se que uma pessoa justificada busque ardentemente obedecer aos mandamentos de Deus.

Textos para meditação - Jo 14.15; Rm 3.27-31; Rm 6.1,2; 1 Jo 2.3-6; 1 Jo 5.1-3