quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Eu sou um vândalo musical!"


Que saudade dos anos 80! Quando queríamos declarar guerra, em nossa revolta juvenil contra a sociedade e o governo opressor, nos agrupávamos em bandas de rock (punk rock, heavy metal, etc) e, nas garagens, vociferávamos nosso descontentamento contra tudo e contra todos que merecessem ouvir nosso grito. O nosso vandalismo se restringia a um “vandalismo sonoro” – e saiba você que as pessoas morriam de medo e paravam para ouvir nossas reivindicações! Hoje está tudo mudado... Os vândalos atuais se camuflam em meio às passeatas como joio no meio do trigo; são realmente vândalos ao pé da letra, que só prestam para destruir o patrimônio alheio, seja municipal, seja de pessoas que não têm nada a ver com a corrupção dos governos. Os vândalos atuais são jovens tristes, filhos de papai em sua maioria, muitos são moradores de bairros nobres (como o próprio Leblon) e não passam pelas mesmas restrições como a maioria do povo. Eu, quando jovem, “vandalizei” com arte, “destruí vitrines” com solos de guitarra, “quebrei bancas de jornal” com músicas e com letras inteligentes, enfim, gritei o meu descontentamento com as minhas próprias “armas”, sem precisar deixar ninguém triste ou ferido por isso. Esses “Anonymous” (e esses outros descerebrados que picham e quebram placas de sinalização) certamente não representam a minha geração, pois trocaram a arte pela imbecilidade crua e boçalidade desmedida contra o bem estar da própria população – enquanto isso o Eduardo, o Cabral e a Dilma continuam no firme propósito de sacanear o povo do Rio e do Brasil, roubando e pilhando o que pertence a nós. Anonymous, saia das trevas, emerja do esgoto, mostre o seu rosto e vire gente! Promovam passeatas, cantem “Que país é este?”, fechem as ruas, mas não destruam o patrimônio de quem não é causador do seu ódio!

A cidade agradece.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um vaso novo

O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.


3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tanque de Betesda: Anjos ou Jesus, quem você busca?


O Tanque de Betesda, que em hebraico significa “casa de misericórdia”, era localizado, segundo Flávio Josefo, em Jerusalém, ao norte do Templo, próximo ao mercado das ovelhas. Em escavações nesta região, no ano de 1888, o professor e arqueólogo, Dr. Conrad Schick, achou um grande tanque com cinco pavilhões (degraus), que levavam a uma parte mais baixa, onde havia água. Em uma de suas paredes havia a pintura de um anjo no ato de movimentar as águas! Segundo o credo e tradição judaica, de tempo em tempo, um anjo descia naquele tanque e movimentava as águas, o primeiro que entrasse no tanque após o movimento, era curado de qualquer enfermidade! Assim se arregimentavam grandes quantidades de pessoas, esperando receber algo através de um ato místico. Óbvio que se tratava de uma simples lenda, pois não descia anjo nenhum naquele lugar, apenas fazia desmoronar ainda mais a auto estima das pessoas mais miseráveis daquela época, pois os aleijados mais graves jamais conseguiam mergulhar na frente devido a sua impossibilidade motora. Outrossim, se por algum milagre real houvesse uma cura verdadeira próximo ao Tanque de Betesda o fato era imputado ao tal 'anjo' e não a Deus - seu verdadeiro Autor.

O fato relevante aqui é entendermos que o contexto nos mostra dois tipos distintos de multidão que buscam alguma benção de Deus. A multidão do Tanque de Betesda (a turba que gosta de anjos), e a multidão que seguia a Jesus! Aquela multidão que rodeava o Tanque é símbolo das inúmeras pessoas que esperam receber algo de um ritualismo religioso ou místico! O Tanque de Betesda é símbolo do formalismo e misticismo religioso, onde jazem milhões e milhões de pessoas ao redor de um símbolo, aguardando que um dia aconteça alguma coisa que os tire desta situação! Este grupo é levado pela superstição e pelo ritualismo. Em nossos dias temos muitas pessoas que ao invés de seguir a Jesus preferem seguir ministérios (repletos de mistérios) que sobrevivem da ignorância destas, pois oferecem subterfúgios sobrenaturais, tais como 'sabonetes ungidos', 'toalhas do poder', 'corredores da prosperidade'... e por aí vai... Ao contrário destes, o grupo que segue a Jesus, é dinâmico, cheio de satisfação e alegria por ver as maravilhas de Deus através do Senhor! Jesus tem que ser o centro de toda Glória e nunca as suas criaturas ou os objetos inanimados criados por elas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A música - Gilson Mangarat

“Abstrata e real

Igualmente mortal,

És a arte que leva

Meu espírito aos Céus;

Infinita canção

Que transcende a paixão,

Colorindo as rimas

Como fosse um pincel

De poetas e artistas

Que anseiam expressar,

Indo além das palavras

Capturadas no ar;

Com mágicas liras

E harmonias infindas

Os menestréis te consagram

Oh música linda”


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Jesus mentiu sobre a Salvação Eterna??

Depoimento de religiosos:

- Se você não cuidar em fazer boas obras, não poderá se salvar! (católico)
- Sem caridade não há salvação! (espírita).
- A doutrina ensinada que, uma vez salvo sempre salvo, não é bíblica! (testemunhas de Jeová).
- A doutrina mais satânica que eu já ouvi, é esta de que a salvação não se perde! (adventista do 7º dia).
- Eu sei que estou salvo, mas se eu pecar vou para o inferno! (pentecostal da igreja universal).
- É claro que o crente pode perder a salvação, pois está escrito. "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." (pentecostal da Igreja do Nazareno).
- Para ser salvo tem que ser fiel até o fim. Eu pelo menos creio assim! (pentecostal da Assembléia de Deus).
- O crente não perde a salvação se ele estiver predestinado! (Igreja Cristo Vive).
- O crente que é salvo nunca deixa de ser, pois Deus o sustenta. Se ele cair em pecado, é porque não era salvo! (igreja batista renovada).

Os cristãos que não se julgam donos de uma verdade, porém baseados nas sagradas escrituras, sabem que todas as afirmações acima são falsas. Pois a salvação do crente é eterna Jo 5:24. E é obtida somente através da cruz. I Co 1:18.

A Perda da Salvação e as Escrituras

Não existe sequer uma passagem bíblica falando em perda de salvação; levando em consideração o Deus cuidadoso com o seu povo como é o nosso, se fosse possível que a salvação pudesse ser perdida pelo salvo, acredito eu que haveria inúmeras advertências nas Escrituras dizendo que tivéssemos cuidado para não perdê-la.
Assim como o catolicismo tem na sua interpretação alguns textos para dizer que a salvação é por meio de obras. (Mateus 25:34-36); os religiosos intitulados de evangélicos, também têm os seus (Mateus 24:13). Sabemos que estes textos acima, são de assuntos escatológicos, porém mal compreendidos e usados para distorcer as Escrituras e negar a graça de Deus. Ef 2:8,9.

Os Salvos do Antigo Testamento

Vocábulos como: "a alma que pecar essa morrerá" Ez 18:4, muito usado pelos defensores da perda da salvação, referem-se à morte física Dt 13:5. É a mesma expressão de a alma ser extirpada Nm 15:31-35. Pessoas eram apedrejadas quando cometiam sacrilégios no Antigo Testamento. Encontramos na vida do piedoso rei Davi um grave pecado de adultério e homicídio. No entanto, no Salmo 51 ele faz sua confissão. Ele não perdera a salvação, mas a alegria da mesma, e a pediu de volta a Deus Sl 51:12. No Velho Testamento a pessoa do Espírito Santo na vida, era privilégio de alguns e não habitava em todo crente, nem ninguém era selado com Ele. Por isso não era permanente. Poderia entrar e sair das pessoas. Por isso Davi pediu a Deus que não o retirasse dele Sl 51:11. Sansão perdeu este privilégio quando quebrou o pacto do nazireado Jz 16:17-20, mas era um salvo pela fé. Hb 11:32. Apesar do seu suicídio... Confuso? Nada disso... esclareça sua fé lendo o que vem abaixo:

Confirmação de Deus Pai e Deus Filho

As promessas de Jesus Cristo são firmes e confiáveis no tocante a este assunto. Todo o que o Pai me der vem a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Jo 6:37. Portanto, defender a perda da salvação, como fazem os religiosos citados acima, é, pela insensatez, chamar Cristo de mentiroso, e negar que ele é Deus. Jesus só prometeu que a salvação de suas ovelhas verdadeiras era eterna (prá sempre), pelo fato dele ser Deus. "Dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer e ninguém os arrebatará da minha mão" - disse. "Meu Pai que mas deu, é maior do que todos e ninguém as arrebatará da mão do meu Pai. Eu e o Pai somos um". Jo 10:28-30. Esta é uma verdade que não pode ser negada. Quando Jesus diz que, quem ouve a sua palavra e crê no Pai, tem a vida eterna Jo 5:24, (não é terá), o verbo ter, está no presente. Se é eterna, é para sempre. Quando citamos este versículo os filhos do diabo sempre acrescentam: tem, se o crente permanecer.

A Promessa do Espírito Santo

Ao aceitar Cristo o crente recebe o Espírito Santo. O mesmo não o abandona mais. Gostaria que tais religiosos citassem um só versículo afirmando que o crente perde a habitação do Consolador em vida. Sei que é impossível encontrar tal passagem na bíblia. Pelo contrário, veja só a promessa do Senhor. Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. Jo 14:16. De acordo com as palavras de Paulo em Efésios 1:10,11, recebemos o Espírito quando cremos em Jesus Cristo, como selo. É Ele o penhor (garantia) da nossa herança (o céu). Quando o crente peca, o Espírito de Deus não sai dele, apenas se entristece. Pois este selo é para sempre, até o dia da redenção. Veja: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da redenção". Ef 4:30. Paulo também adverte: não extingais o Espírito, I Ts 5:19. Isto porque muitos crentes anulam toda ação do Espírito Santo na sua vida. Todavia, no Novo Testamento não existe um vocábulo referente ao Santo Espírito sair do crente.

Os Danos Sofridos Pelos Salvos Que Pecam:

A Perda de Galardões.

Aqueles que são fiéis até a morte receberão a coroa da vida Ap 2:10, o que muitos incautos (inclusive muitos pastores) pensam que se trata da salvação. Porém esta trata-se apenas de um galardão, a coroa pode ser tomada do crente Ap 3:11. Não por Satanás, mas por outro crente, que seja mais digno. A salvação não se perde, pois é um dom gratuito de Deus, no entanto o galardão sim. Vejamos a advertência do apóstolo João. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho. Antes recebamos o inteiro galardão II João 8. E mais. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento, mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. I Co 5:14,15.

A Morte

Para o salvo existe também uma grave punição quando ele comete pecados graves. Louvo a Deus pela passagem bíblica de I Coríntios 5:1-5 onde um crente daquela igreja foi entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito fosse salvo no dia do Senhor Jesus Cristo (ver 5). Somente o corpo do crente pode ser chamado de templo de Deus, não o dos incrédulos. Sabendo disto vejamos o que Paulo diz: Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá (morte), porque o templo de Deus que sois vós é santo. I Co 3:16,17. Com estes textos, entendemos que não são todos os pecados dos salvos que trazem estes prejuízos extremos, mas somente os graves e escandalosos. O apóstolo João afirma que há pecados para morte, e pecado que não é para a morte I Jo 5:16,17.

Salvos Como Pelo Fogo

Aqueles que depois de salvos pecarem voluntariamente, é a situação da segunda semente da parábola do semeador Lc 8:13. Os da terceira semente continuam firmes, mas voltados para seus próprios negócios Lc 8:14. Estudaremos sobre a salvação pelo fogo exposta na bíblia: Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento, mas o tal será salvo como pelo fogo I Co 3:15. Entendemos que a expressão “como pelo fogo” significa que não há fogo real, é como se tivesse. O sofrimento é de tal semelhança. Mas a terra que produz espinhos e abrolhos, é reprovada e perto está da maldição e seu fim é ser queimada Hb 6:8. Como estamos vendo, o crente que está fora da vontade de Deus, sofrerá reveses e isso não é brincadeira. Pois não foi para isso (viver em pecado) que ele foi salvo. Porque se pecarmos voluntariamente depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação de ardor de fogo que há de devorar os adversários, Hb 10:16,27. O escritor sagrado está falando para crentes, pois ele está se incluindo,pois diz: “se pecarmos”, e não “se alguém pecar”, não haverá mais sacrifício pelo pecado, isto é, Jesus não poderá morrer outra vez pelo pecador. O sacrifício na cruz foi perfeito. Não pode ser repetido, nem perde a eficácia. Acredito que esta salvação pelo fogo, ao contrário do que muitos pensam, é com o crente vivo. Pois Judas fala sobre ter piedade dos duvidosos, arrebatando-os do fogo. Jd 22,23. Isto se refere ao presente, e não ao futuro fogo do inferno ou ao lago de fogo.

As Obras Que Acompanham A Salvação

Sempre foi do feitio de Satanás fazer com que as pessoas achem que os efeitos são causas. Por isso os religiosos sempre esperam obter a salvação por meio de suas obras. Porém a salvação vem primeiro e as obras acompanham a mesma, isso de acordo com Hebreus 6:9. Também Paulo fala em Filipenses 2:12: "...operai a vossa salvação com temor e tremor". Em seus escritos as testemunhas de Jeová traduzem tendenciosamente e erradamente por "produzi a vossa salvação...". Operar – é desenvolver ou movimentar o que já existe. Produzir – é dar origem ao que não existe. O diabo, na sua astúcia, consegue fazer os homens crerem que a salvação é causada por obras, porém estas são o efeito daquela. Além das obras não trazerem salvação (Ef 2:9) também não a credencia perante Deus Rm 4:3. Embora fortaleça o testemunho diante dos homens, não oferece nenhuma segurança para o salvo. Sabemos que vários segmentos religiosos e doutrinários, tais como: Protestantes, pentecostais, Adventistas, Russelistas, Mórmons, etc. têm bastante a ver com o catolicismo. Os católicos acreditam que a salvação vem pela prática de obras; aquelas outras dizem que as obras não salvam, mas sustentam a salvação. Tal mãe tais filhas Ap 17:5.
O crente verdadeiro reconhece o seu dever da prática do bem, em obedecer as orientações de Deus através da sua palavra. Ele está plenamente consciente de suas obrigações de servo de Jesus Cristo. Tudo isto por ser um salvo.

Deus em Sua infinita sabedoria nos abençoe e tenha misericórdia de nós que somos imperfeitos e carentes do Seu grande amor.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quando matar não é crime e nem pecado


Ao contrário do que muitos pensam, o 6º mandamento - "Não matarás" - não é uma tácita e absoluta proibição de matar, independentemente da situação. Ou seja, em determinados casos não é pecado matar. Em determinadas situações é até necessário e recomendável matar.

Pode parecer paradoxal, mas o principal objetivo do 6º mandamento é proteger a vida. Sem essa Lei de Deus escrita e gravada no coração do homem não sobraria ninguém pra "contar a história". Ou seja, os homens se matariam uns aos outros. A proibição é para que o cidadão, individualmente, não tire a vida do outro de forma banal, isto é, para que ele não cometa assassinato, não faça justiça com as próprias mãos e sem um julgamento justo e competente.

Matar alguém significa sempre e necessariamente ter cometido um assassinato? Evidentemente que não. Isso parece já ter ficado claro. A palavra assassinato está diretamente relacionada a crime. Matar alguém em legítima defesa, por exemplo, não é um crime, logo, não é um assassinato. Mas há outras situações em que matar não se constitui nem crime nem pecado. Numa guerra justa, por exemplo, matar o inimigo também não constitui um erro, um crime, um pecado.


Para ilustrar o título dessa postagem, utilizaremos o desfecho trágico de uma tentativa de assalto a uma farmácia, na cidade de Garanhus, no agreste Pernambucano, no dia 14/03/11. Veja no dramático vídeo abaixo:



O policial que salvou a vítima e MATOU o marginal com um tiro certeiro na cabeça cometeu um assassinato? Incorreu no pecado contra o 6º mandamento, que ordena "não matar"? Evidentemente que não. Ninguém o acusará disso, antes, pelo contrário, o policial, provavelmente, será condecorado. Ele era um legítimo representante do Estado naquele momento. Essa morte não deve ser creditada na sua conta pessoal e sim na do Estado que nada mais estava fazendo que o seu papel de "proteger" a vida de seus cidadãos.


O policial puxou o gatilho da arma, mas não cometeu nenhum crime. Nem mesmo incorreu em desobediência ao 6º mandamento. Erraria se fosse omisso e se essa omissão culminasse com o marginal tirando a vida da vítima. Isso deixa claro que nem sempre "matar é um crime ou pecado". Matar para proteger a própria vida, de uma vítima indefesa e de toda a coletividade é, inclusive, louvável.

Nesse sentido, chamamos a atenção para a legitimidade e responsabilidade do Estado em eliminar assassinos cruéis, frios e calculistas, após justo julgamento, prestigiando e protegendo a vida da coletividade. O filósofo Tomás de Aquino costumava dizer que "assim como é justo amputar um membro do corpo que foi acometido por um câncer para salvar todo o resto, também justo é eliminar certos elementos para proteger e preservar toda a sociedade".






quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida de alguém em suas mãos...


Imagine...
De repente você é um 'sniper' da polícia militar de seu Estado e está 'plantado' em um terraço com seu M-16 automático com silencioso, apontando, lá em baixo, para a cabeça de um delinquente enlouquecido pelas drogas, carregando uma pistola 380 em uma das mãos; na outra uma criança inocente, filha de algum pai ou mãe desesperado, servindo de escudo vivo para o tal meliante sanguinário disposto a qualquer coisa para se livrar da situação terrivelmente estressante e avassaladora. Você não pode piscar os olhos em momento errado; sua concentração tem que ser total, pois uma vida inocente pode depender de uma decisão sua - talvez uma decisão mortal. Por segundos você lembra das palavras que já cansou de ler na Bíblia: "Não matarás", mas também lembra que os mesmos homens e leis que tem autoridade dada por Deus sobre a vida dos cidadãos do seu país, inclusive a sua, lhe deram ordens e respaldo para que você cumprisse sua tarefa com dignidade. O bandido lá em baixo segura a criança com violência, apontando-lhe a pistola de forma angustiante; aqui em cima o seu dedo permanece firme aguardando a ordem fatídica. Seu coração treme de receios pela vida da criança e talvez pela alma do jovem atormentado que habitará lugares horríveis caso você precise atirar. A imprensa à postos; todos assistem de suas casas como um 'big-brother' ridículo, aguardando o clímax daquele show nojento onde a maioria torce para que seja com a maior quantidade de sangue possível. Você apenas pede a Deus para que acabe logo - e sem vítimas fatais. Você tem no campo de visão a imagem dos pais do menino, contidos pela linha de segurança da polícia, abraçados em agonia com outro filhinho menor. Em determinado momento o meliante drogado põe a arma no testa da criança; você ora a Deus por todos. Seu dedo está fixo e a arma preparada. Todos gritam lá em baixo. sinal verde para atirar. O estampido seco. A bala parece sair, cuspida em lentas imagens. Um solavanco e partes do cérebro voam espalhados pelo chão. Dois corpos caem no vazio de um momento triste. A criança cai sobre o cadáver e diante dos flaches das câmeras. Os pais correm junto apoliciais e bombeiros. Braços envolvem a criança que chora convulsivamente, porém sem um arranhão. Aplausos da multidão ao perceberam que a criança está a salvo e junto com seus pais. Lá em cima você recolhe e desmonta sua M-16. Sua missão foi cumprida com êxito, infelizmente com necessidade da morte do jovem meliante drogado - mas a criança inocente está viva!

Logo mais você chega em sua casa e abraça seus filhos como se fosse a última vez em sua vida - e de uma forma intensa. Chegam as lágrimas sob seus olhos e apenas um pedido: Deus me perdoe pela vida que tirei hoje. Foi necessário, não tive outra alternativa! - você diz - Amanhã pode acontecer novamente, pois o futuro Lhe pertence meu Pai! Seu coração agora está tranquilo e aliviado pelo perdão incondicional e por saber que você apenas cumpriu ordens e seguiu a orientação de seus superiores - esses mesmos que foram estabelecidos por Deus. Você deu a Cesar o que é de Cesar; agora dê a Deus o que é de Deus.