terça-feira, 24 de abril de 2018

O Pentecostalismo e seus danos à Igreja cristã

Os Três Perigos

Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, o papismo e o pentecostalismo.

O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como "não pode isso", "não pode aquilo" (Cl 2.20-23). O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de possuir

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O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível!

Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16.

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nesses 2 mil anos de história eclesiástica.

O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas.

Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de "segunda bênção" (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela "bênção". Já os que eram "batizados" balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos.

Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem... O pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns.

Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários.

Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16. A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado.
De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca.

Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa-fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Onde está escrito na bíblia que Lodebar era uma terra de tristeza e dor?

A história de Mefibosete começa no segundo livro de Samuel capítulo 9 em diante. O texto diz que ele habitava em Lodebar, mas afinal de contas onde é que está escrito que esta cidade era uma "cidade feia", ou um "lugar de tristeza e dor" como dizem muitos pregadores e cantores? Qual o capitulo e o versículo que trás esta informação?

Precisamos conferir nas escrituras tudo que é pregado nos púlpitos de nossas igrejas. Quem tem essa prática (de conferir nas escrituras) não se surpreende mais com tanta bobagem que muitos pregadores propagam como se fossem textos bíblicos e, por esta razão, os tornam "irrefutáveis" e "inquestionáveis".
O próprio Deus nos adverte para que não ultrapassemos o que está escrito, com muitas ressalvas para não darmos créditos a estórias fantasiosas, geralmente originadas na mente de pessoas que não estudam a Bíblia, apenas repetem o que ouviram dizer.
Temos razão em afirmar, no caso de Mefibosete, que nada mais há no texto bíblico além do necessário para mostrar o quanto foi Davi foi misericordioso com a casa de Saul, devido à amizade que tinha com Jônatas, seu filho. Apesar de Saul ter se tornado abominável para Deus e, também, por haver sistematicamente perseguido Davi para mata-lo, mesmo assim o “jovem rei segundo o coração de Deus” honrou a promessa que havia feito a Jônatas de “fazer bem a casa de seu pai”. Sabemos que a prática comum da época era o novo rei eliminar toda a descendência do antigo rei deposto, para evitar que revoltosos e insurgentes se levantassem dentre os seus descendentes.  Seguindo os preceitos dessa prática comum, a parentela de Jônatas tratou de fugir, pois ainda não sabia que seria poupada. Na fuga ocorreu um acidente com Mefibosete (sua ama o deixou cair) que o transformou num aleijado.

Um tempo depois, conforme havia prometido a Jônatas, o rei Davi restitui a Mefibosete o direito de se sentar à mesa do rei. Os anos se passaram.  Logo a seguir, durante a revolta de Absalão, no texto de Samuel veremos que Mefibosete se mostrou ingrato, apesar do altruísmo de Davi para com ele, porque no episódio em que Davi é obrigado a fugir do reino por conta do golpe de seu filho Absalão, Mefibosete fica “em cima do muro” e põe a culpa no servo (Ziba) pelo fato de não ter seguido ao rei afastado, quando todos os verdadeiros amigos de Davi fogem com ele.
Quando Davi volta e é restituído ao trono Mefibosete fica sem graça (2º Samuel 19:25) e não sabe o que responder ao rei. Davi percebe nitidamente o caráter ingrato e traidor de Mefibosete, mas mesmo assim Davi ainda dá bens e condições ao servo Ziba, que era leal a Davi, para que este continue cuidando do coxo e ingrato Mefibosete.
Nada mais é dito na Bíblia sobre a cidade onde Mefibosete morava ou, qualquer fato relevante que diga respeito a sua história, além do que já está escrito. A bíblia é bastante direta e não perde tempo com narrativas paralelas que não dirijam o leitor para o tema central – que é Jesus. Toda narrativa bíblica converge em direção ao grande final: Jesus Cristo Salvador do mundo.

Qualquer história paralela que não contribui para isso é “fofoca gospel” que alguém ouviu, ou leu em algum “livro” e, sem pesquisar a verdade, saiu por aí repetindo. Existe até “musica gospel” sobre essa estória fictícia de “Lodebar”...  Até em livrarias pode-se encontrar livros fantasiosos contando relatos da adolescência de Mefibosete - Pasmem!! Do mesmo modo existem livros contando como foi a vida de Tomé, de Lazaro, de Judas, etc. Devemos ter em mente que fofoca é uma coisa que atrai muitas pessoas e, quando vira livro, dá  muito retorno financeiro para quem escreve. O importante é que saibamos a diferença entre “estória” e texto bíblico. Para ter o poder deste discernimento, basta você fazer uma coisa muito simples: Ler a Bíblia e parar de ser massa de manobra ignorante nas mãos de quem tem o poder da retórica.

Gilson Mangarat - Poeta, escritor, compositor e músico cristão.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O primeiro culto protestante das Américas - A verdadeira história

Essa história meus livros dos tempos de escola não contaram; talvez por desinteresse, talvez por ignorância... Mas o episódio ficou registrado pela historiografia dos povos que interagiram com o desenvolvimento da história da nação brasileira. Pela importância documental, pela coragem de vir tão longe pregar o Evangelho, pelo testemunho de fé, por tudo que representa e pode representar para a fé protestante no Brasil, desejo, sinceramente, que este episódio nunca mais seja esquecido.

Como essa história começou
O primeiro Culto protestante das Américas foi celebrado, muito provavelmente, no Brasil. Justo no país que ficou historicamente tão marcado pela influência de uma colonização católica-romana-jesuita.
Em tempos remotos, poucas décadas após o controverso descobrimento destas terras conhecidas como Brasil, houve uma tentativa de se estabelecer uma pequena colônia francesa no Rio de Janeiro. Naquela época tanto os portugueses quanto os franceses constantemente visitavam a costa estabelecendo contato com os “selvagens” locais para negociar, principalmente, a extração do pau-brasil.

Esse projeto colonizador, também conhecido como a França Antártica, teve suas peculiaridades. O jovem aventureiro e vice-almirante francês Nicolas Durand de Villegaignon (1510 -1571), com o apoio do próprio rei da França Henrique II, aceitou o desafio de estabelecer uma colônia no Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1555. O nível moral e religioso da recém-estabelecida colônia era preocupante; Villegaignon decidiu “importar” franceses de boa índole para influenciar os que por aqui já haviam chegado.

Villegaignon escreve uma carta a um antigo conhecido, o reformador João Calvino, que envia 14 huguenotes (nome dado aos protestantes calvinistas na França) que chegam ao Brasil no dia 7 de março de 1557. No grupo destaca-se a presença de 2 pastores e a do o jovem Jean de Léry (na época com 22 anos) estudante de Teologia, que atuou como sapateiro na Colônia. Após o regresso dramático para a França Léry escreve a obra Histoire d’un voyage faict en la terre du Brésil publicado na Europa em 1578, que se tornou um livro de “viagens e aventuras de grande sucesso” no Velho Continente, rapidamente traduzido para o latim, alemão e holandês. No Brasil com o título Viagem à terra do Brasil, foi publicado em 1980 pela EdUSP. Esta é a principal obra que nos traz o relato dos protestantes (calvinistas) que perderam a vida em defesa da fé bíblica no Brasil Colonial. Nesta obra também estão registrados dois cantos tupis, que os historiadores consideram o documento escrito mais antigo da música ameríndia.

O primeiro culto protestante:

Apesar de o termo “missionário” ainda não estar em voga no vocabulário evangélico do século XVI, talvez este tenha sido o primeiro movimento missionário em direção ao Novo Mundo. Motivados pela promessa de “fundar um puro serviço a Deus” esses homens estavam dispostos a cruzar o Oceano, convictos de que sua finalidade era “anunciar o Evangelho na América”.

Acolhidos com receptivas palavras de Villegaignon, os calvinistas chegaram ao Brasil numa quarta-feira, dia 10 de março de 1557, e neste mesmo dia realizam um culto descrito por Léry como em conformidade com ritual das igrejas reformadas da França. Na ocasião cataram o Salmo 5, e o pastor Pedro Richier, integrante do recém-chegado grupo, realizou a pregação com base no Salmo 27 “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida”. Não sabiam eles que haviam acabado de realizar “o primeiro culto protestante da história do Brasil e do Novo Mundo”.

Conforme nos informa Jean de Léry, o almirante Villegaignon não apenas consentiu que se realizassem orações públicas todas as noites após os trabalhos de edificação do Forte, mas também ordenou que os pastores pregassem duas vezes aos domingos, que os sacramentos fossem administrados de acordo com a pura Palavra de Deus, e que, se necessário fosse, se aplicasse a disciplina eclesiástica. Por isso, no dia 21 de março de 1557, pela primeira vez foi celebrada a Santa Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo (nos moldes da igreja protestante), em território brasileiro.

Passados alguns meses Villegaignon logo foi visto como um fingido, que inicialmente demonstrava piedade e disposição para acolher com ternura paternal os calvinistas, mas logo submeteu os visitantes a um cotidiano de trabalhos forçados e condições de difícil sobrevivência. E, repentinamente, todo o fervor pela fé reformada se converteu em perseguição religiosa com radicais discordâncias, principalmente, acerca do sacramento da Santa Ceia; o almirante passou a, enfaticamente, advogar em favor dos dogmas do catolicismo romano, exigindo uma retratação dos calvinistas.

A Confissão de Fé de Guanabara

O documento “A Confissão de Fé de Guanabara” foi escrito em Latim com tinta feita de pau-brasil e é composto de 17 artigos enfaticamente iniciados, em grande parte, com a expressão “Cremos...”. Tais artigos podem ser divididos nos seguintes temas: (1-4) Trindade e a pessoa de Cristo; (5-9) Ceia e Batismo; (10) o livre-arbítrio; (11, 12) a autoridade dos ministros para perdoar pecados e impor as mãos; (13-15) casamento, divórcio e castidade; (16, 17) intercessão dos santos e oração pelos mortos.[6]

Alguns pequenos detalhes nos chamam a atenção na elaboração deste documento: 1) Jean Du Bourdel, que foi o redator, apesar do conhecimento do latim, não possuía uma formação formal em teologia; era leigo. 2) O pouco tempo que tiveram para produzir o texto (aproximadamente 12 horas). 3) Pouco recursso disponível – uma bíblia –, e a situação totalmente adversa: a prisão, a pouca luminosidade e a pressão de saber que aquele documento representaria – talvez – a própria sentença de morte. 4) A familiaridade com os Pais da Igreja; são citados Agostinho, Tertuliano, Ambrósio e Cipriano. 5) A solidez teológica do documento que se harmoniza com as principais confissões da fé bíblico-reformada.

Em seus devaneios místicos o tolo almirante defendia que Cristo estava fisicamente presente na Ceia, além de considerar necessário adicionar água no vinho da Ceia e sal na água do batismo. Calvino e seus seguidores foram declarados hereges por discordar veementemente destas distorções anti bíblicas. 

Para tentar escapar da crescente perseguição os protestantes franceses fugiram do Forte e tomaram uma embarcação rumo a França. A superlotação do modesto navio quase provoca um naufrágio ainda na costa do Rio de Janeiro, e, temerosos, 5 huguenotes (Pierre Bourdon, Jean Du Bourdel, Matthieu Verneuil, André la Fon e Jacques Le Balleur) resolvem não seguir viagem. Encontrados por Villegaignon, são aprisionados para serem executados como hereges, mas antes lhes foi exigido declarar sua fé por escrito.

A ordem de ficarem em silêncio não foi plenamente obedecida, ao invés disso, Bourdel começou a cantar, uma paráfrase do salmo 100. Logo em seguida o almirante Villegaignon questionou Jean Du Bourdel se ainda permanecia firme em suas idéias, este, porém, parecia mais firme que nunca e exortava-os a que permanecêssemos firmes e inabaláveis e a que reconhecessem que no Senhor todo labor não seria em vão.
A uma ordem alguns grandes sacos foram colocados à disposição dos algozes, sacos estes que o próprio La Fon havia costurado. Bourdel foi, de cima para baixo, ensacado e amarrado à cintura, conduzido até a ponta do rochedo, e, com um forte empurrão, arremessado ao mar; caiu em água. O golpe do corpo na água foi possível de ser ouvido de cima do cume, onde estavam os outro que certamente teriam o mesmo destino.

Deste pequeno grupo que resolveu não seguir viagem três (Pierre Bourdon, Jean Du Bourdel e Matthieu Verneuil) foram executados sob as ordens do tirano almirante. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Eu sou um vândalo musical!"


Que saudade dos anos 80! Quando queríamos declarar guerra, em nossa revolta juvenil contra a sociedade e o governo opressor, nos agrupávamos em bandas de rock (punk rock, heavy metal, etc) e, nas garagens, vociferávamos nosso descontentamento contra tudo e contra todos que merecessem ouvir nosso grito. O nosso vandalismo se restringia a um “vandalismo sonoro” – e saiba você que as pessoas morriam de medo e paravam para ouvir nossas reivindicações! Hoje está tudo mudado... Os vândalos atuais se camuflam em meio às passeatas como joio no meio do trigo; são realmente vândalos ao pé da letra, que só prestam para destruir o patrimônio alheio, seja municipal, seja de pessoas que não têm nada a ver com a corrupção dos governos. Os vândalos atuais são jovens tristes, filhos de papai em sua maioria, muitos são moradores de bairros nobres (como o próprio Leblon) e não passam pelas mesmas restrições como a maioria do povo. Eu, quando jovem, “vandalizei” com arte, “destruí vitrines” com solos de guitarra, “quebrei bancas de jornal” com músicas e com letras inteligentes, enfim, gritei o meu descontentamento com as minhas próprias “armas”, sem precisar deixar ninguém triste ou ferido por isso. Esses “Anonymous” (e esses outros descerebrados que picham e quebram placas de sinalização) certamente não representam a minha geração, pois trocaram a arte pela imbecilidade crua e boçalidade desmedida contra o bem estar da própria população – enquanto isso o Eduardo, o Cabral e a Dilma continuam no firme propósito de sacanear o povo do Rio e do Brasil, roubando e pilhando o que pertence a nós. Anonymous, saia das trevas, emerja do esgoto, mostre o seu rosto e vire gente! Promovam passeatas, cantem “Que país é este?”, fechem as ruas, mas não destruam o patrimônio de quem não é causador do seu ódio!

A cidade agradece.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um vaso novo

O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.


3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tanque de Betesda: Anjos ou Jesus, quem você busca?


O Tanque de Betesda, que em hebraico significa “casa de misericórdia”, era localizado, segundo Flávio Josefo, em Jerusalém, ao norte do Templo, próximo ao mercado das ovelhas. Em escavações nesta região, no ano de 1888, o professor e arqueólogo, Dr. Conrad Schick, achou um grande tanque com cinco pavilhões (degraus), que levavam a uma parte mais baixa, onde havia água. Em uma de suas paredes havia a pintura de um anjo no ato de movimentar as águas! Segundo o credo e tradição judaica, de tempo em tempo, um anjo descia naquele tanque e movimentava as águas, o primeiro que entrasse no tanque após o movimento, era curado de qualquer enfermidade! Assim se arregimentavam grandes quantidades de pessoas, esperando receber algo através de um ato místico. Óbvio que se tratava de uma simples lenda, pois não descia anjo nenhum naquele lugar, apenas fazia desmoronar ainda mais a auto estima das pessoas mais miseráveis daquela época, pois os aleijados mais graves jamais conseguiam mergulhar na frente devido a sua impossibilidade motora. Outrossim, se por algum milagre real houvesse uma cura verdadeira próximo ao Tanque de Betesda o fato era imputado ao tal 'anjo' e não a Deus - seu verdadeiro Autor.

O fato relevante aqui é entendermos que o contexto nos mostra dois tipos distintos de multidão que buscam alguma benção de Deus. A multidão do Tanque de Betesda (a turba que gosta de anjos), e a multidão que seguia a Jesus! Aquela multidão que rodeava o Tanque é símbolo das inúmeras pessoas que esperam receber algo de um ritualismo religioso ou místico! O Tanque de Betesda é símbolo do formalismo e misticismo religioso, onde jazem milhões e milhões de pessoas ao redor de um símbolo, aguardando que um dia aconteça alguma coisa que os tire desta situação! Este grupo é levado pela superstição e pelo ritualismo. Em nossos dias temos muitas pessoas que ao invés de seguir a Jesus preferem seguir ministérios (repletos de mistérios) que sobrevivem da ignorância destas, pois oferecem subterfúgios sobrenaturais, tais como 'sabonetes ungidos', 'toalhas do poder', 'corredores da prosperidade'... e por aí vai... Ao contrário destes, o grupo que segue a Jesus, é dinâmico, cheio de satisfação e alegria por ver as maravilhas de Deus através do Senhor! Jesus tem que ser o centro de toda Glória e nunca as suas criaturas ou os objetos inanimados criados por elas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A música - Gilson Mangarat

“Abstrata e real

Igualmente mortal,

És a arte que leva

Meu espírito aos Céus;

Infinita canção

Que transcende a paixão,

Colorindo as rimas

Como fosse um pincel

De poetas e artistas

Que anseiam expressar,

Indo além das palavras

Capturadas no ar;

Com mágicas liras

E harmonias infindas

Os menestréis te consagram

Oh música linda”