quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Santo ou profano: Desmistificando a música.



Nós não precisamos ser nenhum musicista, mas devemos ser mais exigente com as musicas que ouvimos. Musica de qualidade nada tem haver se ela é religiosa ou secular. Também nada tem haver com seu estilo. Musica de qualidade tem haver com a combinação dos sons se estes são agradáveis aos ouvidos. Tem a haver com o espírito ilustrado de quem a compôs ou canta, atribuindo qualidades pessoais a música e a canção.

Hoje a música religiosa parece mais um jingle de comercial de refrigerante. Estão vendendo Jesus como se fosse um produto da "polishop". Cantores e grupos evangélicos com musiquetas melosas e dançarinas saltitantes ditam a moda e fazem tietes por toda a cristandade. É uma verdadeira penúria cultural!
Ouvi dizer, não sei se é verdade, mas certa vez o cantor Lulu Santos comentou que a música evangélica andava mais criativa do que musica secular. Andava, pois parece que a música religiosa conseguiu chegar ao mesmo patamar da musica secular, além do mais, tornou-se tão capitalista quanto à outra.


O formato da musica religiosa no Brasil se parece com bonequinhos “mande in China”, é tudo igual. Está cada vez mais insuportável ouvir certas músicas e cantores alcunhados cristãos. Tem muita música religiosa que deveria ser censurada de tão ruim! 

O crente no geral tem um preconceito enorme com a música secular. A questão de alguém ouvir música secular nada tem haver com o certo ou errado. Tem haver com achar algo bom ou belo.


A musica secular às vezes nada tem haver com secular o que também pode significar dentre outras coisas pertencente à ordem religiosa. Assim a musica religiosa pode ser chamada também de secular. Nesta confusão de linguagem o tal do secular vem de o termo secularizar que é deixar de pertencer à ordem religiosa aceitando somente os fatos da vida. O problema é o tal do extremismo. Rejeitar qualquer forma de expressão só pelo fato de não pertencer à ordem religiosa é errado. Cada um ouve o que quer e o que gosta.


Quando aceitei a Cristo e fui selado e cheio do Espírito Santo,na igreja Batista Barão da Taquara em 1988, por falta de uma boa orientação da parte dos meus líderes naquela época, queimei coleções inteiras de discos que levei anos para comprar. Em apenas 1 hora a fogueira da inquisição dos vinis destruíram coisas que fizeram parte da formação da minha história. Como se fosse possível apagar o passado. Como disse o filosofo René Descartes: “cogito, ergo sum”. Atitudes extremistas assim são tão erradas e, mais tarde em outra fase da vida, alguma coisa entra em conflito. Porque não se pode simplesmente fazer desaparecer fatos importantes da história de cada um, mesmo que estes fatos não sejam tão bons assim, mas não deixam de ser importantes.


Pergunto se ouvir aqueles discos era pecado? Será que não havia nada de bom ali? Todas aquelas canções, cantores e bandas que eu admirava e desfrutava do prazer em ouvi-los, eram todos eles demoníacos? 

O assunto em questão não é o queimar os discos seculares, não é o bem material em si, mesmo que isso seja uma forma de extremismo religioso. A verdade é que já está mais do que na hora de amadurecermos na fé e deixarmos de sermos hipócritas, míopes e preconceituosos.

Se ouvir musica secular fosse pecado também seria assistir filme secular, vestir roupa secular, comer um secular "Big Mac", etc. Aí entra o lance de que vivo no mundo, mas não sou do mundo. (Jo 17.16).

O bom senso passa todas as coisas pelo filtro do discernimento. Faz-nos imitar o exemplo dos bereanos que buscavam as respostas na Palavra. Todas as coisas nos são permitidas por direito, mas nem todas elas nos valem à pena serem feitas. (1 Co 10.23)

Outra questão é espiritualizar as coisas. A igreja da idade média abusava da credulidade das pessoas mistificando tudo para vender a salvação. Da mesma forma, hoje em dia, as igrejas continuam espiritualizando algumas coisas para vender suas indulgências.

Compor ou cantar uma musica é um dom de Deus, não importa se a musica é sacra ou secular. A Bíblia diz que ninguém pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada (Jo 3.27). Tem muita gente boa por aí fazendo musica de qualidade. Deus cedeu gratuitamente o livre arbítrio para usarmos os dons naturais (ou espirituais) para fazer o bem ou o mal. 

Watchman Nee escreveu que "Cristo, e não primeiramente aquilo que dizemos a Seu respeito, é o testemunho que levamos em nossa peregrinação." 


Suponha que a musica religiosa é certo e a musica secular é errado. Um cantor evangélico que faz musica secular é certo ou errado? Temos como exemplo a dupla de cantores César Menotti e Fabiano que são cristãos e fazem musica sertaneja de raiz. Outro cantor que não é evangélico, mas é católico, e ele faz musica secular é certo ou errado? Responder que é errado não seria preconceito por ele ser católico? Fazer musica é um dom. Vender musica é um trabalho.

O pastor-cantor André Valadão, por exemplo, tem o dom de cantar e escrever belas canções, mas ele vende suas musicas porque precisa ganhar dinheiro, e não há nada de errado nisso. Errado é quem fica mistificando as musicas e idolatrando o André Valadão.
Quando um cantor evangélico diz: “Deus me deu essa canção”, ele também deveria dá-la de graça (Mt 10.8). Se ele recebeu gratuitamente por que ele cobra para apresentar e vender seus CDs? Porque isso é trabalho. O trabalho assim como o dinheiro são coisas iníquas, o que não significa que sejam pecados. A Bíblia diz que aquele que trabalha é merecedor de remuneração financeira. Então quando um cantor religioso cobra 10 mil, 20 mil, 100 mil reais para se apresentar ele está trabalhando. O mesmo faz outro cantor secular. A diferença é que um ganha dinheiro usando o nome de Deus, outro ganha dinheiro com o suor do próprio rosto. Eu, por exemplo, tenho postado minhas músicas (que Deus me deu) no Youtube; quem quiser pode copiar e tocar...de graça!

Ministério e trabalho significam a mesma coisa, é uma tarefa a ser cumprida. Então não tem aquela desculpa de mistificar as coisas trocando os termos com se fizesse alguma diferença. Porém pode se diferenciar o tipo do ministério (trabalho). Aquele que Jesus chamou para o trabalho de pregar o Evangelho foi exigido total desprendimento de qualquer recurso deste mundo. Veja: Mt 10.9; Mc 6.8; Lc 10.4; Lc 22.35. 

Infelizmente não é isso que vemos. O ministério da palavra virou um negócio lucrativo para muitos assim como a música religiosa. Graças a Deus por aqueles que em nosso meio não se dobraram ao deus do dinheiro (1Rs 19.18). Isso não significa que aquele que foi chamado para o ministério da palavra não possa receber da igreja algum recurso financeiro. Tem igrejas por aí deixando seus pastores na total miséria e abandono!

Essa coisa de santo e profano é polemico. Gosto das palavras de C. S. Lewis: "Sou um pagão convertido vivendo em meio a puritanos apóstatas."

Certa mulher que fora prostituta testemunhou que Deus falava ao seu coração quando ouvia a musica “O Show Já Terminou” de Roberto Carlos, 


“O show já terminou, 

Vamos voltar à realidade, 

Não precisamos mais 

Usar aquela maquiagem...”



O Espírito Santo usou uma musica secular para falar ao coração de uma pessoa. 

Outro exemplo são as músicas “Cidadão” do Zé Ramalho e “Filho Adotivo” do Sergio Reis. Suponho que um feixe de luz iluminou um momento de grande emoção, expressando pela própria história de vida dos seus autores. Quem sabe foram inspirados por Deus? Quem vai dizer que não?

Eugene O'Neill escreveu: "Por que tenho medo de dançar, eu que amo a música e o ritmo e a graça e a canção e o riso?"

Por que temos tanto medo do secular, nós que vivemos no mundo apesar de não pertencermos a ele?

Devemos meditar a respeito destas coisas e fazer um exame de consciência; e tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama; e se há alguma virtude, algum louvor, nisso pensamos e ouvimos! (1 Ts 5.21, Fp 4.8)


Você pode até divergir da minha opinião em relação à música, no entanto concordamos que Jesus Cristo é o caminho, a verdade, e a vida! (Jo 14.6) 

Aprendemos com os erros do passado. Hoje somos pessoas melhores, melhor preparadas e mais maduras na fé. É pra frente que a igreja deve prosseguir!


Deus abençoe.

Gilson S.C.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Maravilhe-se e adore.

“Exaltem o Senhor, o nosso Deus, prostrem-se diante do estrado dos seus pés...” – Salmo 99:5 

Nunca perca a capacidade de maravilhar-se diante de Deus, ou você perderá a motivação para adorá-lo. Se você não acreditar que Deus é todo-poderoso, onipresente e acessível, viverá em um estado de ansiedade, acreditando que tudo depende de você. Isso fará com que você se encolha e deixe de compartilhar a sua fé com medo de ser ridicularizado e de não encontrar as palavras certas. 

Você deixará de ser generoso porque a fonte da sua segurança estará em si mesmo. Você evitará confrontar aqueles que precisam ser confrontados, porque quando não tem certeza da aceitação de Deus, você se torna escravo da opinião das pessoas. Vivemos em uma era que encoraja o cinismo e desencoraja a nossa capacidade de nos maravilharmos com qualquer coisa. Reduzimos nosso poder de nos impressionarmos e maravilharmos, mas bem lá no fundo ainda desejamos ardentemente sentir tais coisas. 

Quando você reduz o seu conceito de Deus, para encaixá-lo no seu próprio racionalismo, você ora sem fé, trabalha sem paixão, serve sem alegria, e sofre sem esperança. E o resultado é medo, fuga, e perda de visão. Mas há uma coisa que é garantida para restaurar o seu entendimento do quanto Deus é grande – a adoração. Deus nos criou para que quando experimentamos algo que nos deixa maravilhados, tenhamos necessidade de louvá-lo, de envolvê-lo com palavras. Não adoramos a Deus porque Ele precise disso, mas porque nós precisamos disso. 

Sem adoração, a nossa percepção Dele é incompleta; nós nos esquecemos do quanto Ele é grande; negligenciamos nosso chamado e ficamos envolvidos com nós mesmos. Perdemos a capacidade de nos maravilharmos e de sermos gratos nos fatigando enquanto passamos pela vida em alerta, e acabamos confiando em nós mesmos, ficamos obstinados e orgulhosos. Então, que todos os dias possamos fazer uma pausa e dizer com o Salmista: “Exaltem o Senhor, o nosso Deus, prostrem-se diante do estrado dos seus pés...” (Sl 99:5 ).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Um bom planejamento e o trabalho diligente levam à prosperidade.” Provérbios 3:21-22 NLT

    As pessoas que estabelecem metas realizam muito mais do que as pessoas que têm a mesma educação e capacidade, mas não o fazem. Tendo isto em mente, estabeleça estes oito princípios em sua vida.
  
    1) Decida o que quer. Mas primeiro consulte a Deus. “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor” (Provérbios 19:21 NVI).2) Pense no papel.  Escrever os seus alvos dá a eles o sentido de permanência, e também enche você de energia. “Um bom planejamento e o trabalho diligente levam à prosperidade”. Objetivos imprecisos não o levarão onde você quer chegar. 3) Estabeleça um prazo.  Sem um começo e um fim definidos fica fácil procrastinar e não chegar a lugar algum. 4) Faça uma lista do que você precisa fazer. Mantenha os olhos nela o tempo toda; ela lhe dará a trilha a seguir. 5) Transforme a sua lista em um plano. Decida o que precisa fazer primeiro e o que pode fazer mais tarde. Um plano bem amarrado é sempre melhor do que tentar arrumar as coisas na sua cabeça.  6) Aja imediatamente. “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade” (Efésios 5:15-16 NVI). Faça algo! Um planejamento medíocre que é implementado supera um planejamento brilhante que não sai da gaveta. 7) Faça alguma coisa todos os dias para progredir. Inclua isto em sua programação. Por exemplo, leia sistematicamente a sua Bíblia, ligue para um determinado número de clientes, envolva-se em uma atividade física por um certo tempo. 8) Tenha um alvo ao qual esteja disposto a dedicar a sua vida. E mantenha os olhos nesse alvo em todo o tempo. “Ensina-nos a contra os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Salmos 90:12 NIV). 

sábado, 5 de junho de 2010

Separando o 'cultural' do 'espiritual'.

Existem muitas discussões nas igrejas sobre doutrinas humanas e doutrinas eternas; muitas formas de enxergar um mesmo ponto, porém nada que devesse impedir a caminhada e a comunhão dos crentes, só que não é o que observamos sempre. Uns consideram errado comer alimentos a base de sangue (chouriço, galinha ao molho pardo, sarapatéu, etc); outros, contudo não vêem nada de anormal. Muitos irmãos utilizam as palavras de Tiago em Atos 15:20 para enfatizar que não devemos ingerir sangue - dizem que é uma questão doutrinária; o problema é que mais adiante, no verso 29 vem o complemento: "não comam a carne de nenhum animal que tenha sido oferecido em sacrifício aos ídolos; não comam o sangue nem a carne de nenhum animal que tenha sido estrangulado." Notamos aqui que a questão não é o sangue; o foco não é o fato de comer ou não sangue, mas sim de não comer animal estrangulado!
Qualquer animal que morre estrangulado, além do fato de ser uma tremenda ruindade também é prejudicial a saúde humana, pois este como consumidor final pode ser acometido de inúmeras doenças oriundas do sangue 'pisado' desses animais. O sangue é um tremendo veículo de diversas patologias; é um meio de cultura para diversos microorganismos prejudiciais ao ser humano. Hoje é 'moleza' chegar a essa conclusão, mas a dois mil anos...
Minha conclusão: Eu não tenho nenhum receio de comer uma suculenta picanha mal passada; quem me julga é minha consciência... Afinal, não somos sacerdotes e reis? Não temos a mente de Cristo?
Quer comamos, quer bebamos; quer façamos qualquer outra coisa, façamos para a Glória de Deus!   
Amém!!    

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O poeta e a rosa (Vinícius de Moraes)


Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!

Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.


É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.


- Que foi? - balbucia o poeta.
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!


E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.


- São milhões! - a rosa berra
Milhões a morrer de fome
E tu, na tua vaidade
Querendo usar do meu nome!...


E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as
Fora, como a dar comida
A todas essas crianças.


O poeta baixa a cabeça.
É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.


E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa,
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Jesus... perguntou: ‘Vocês também vão embora?'


João 6:67 NLTDizemos: “O que farei se eles partirem e nunca mais voltarem?” Este é um dos nossos maiores medos; o abandono! Observe o bebezinho quando a mamãe sai do quarto; o terror aparece no seu rostinho. A nossa memória registra esses momentos traumáticos e os relembra mais tarde quando um relacionamento importante está se desintegrando em nossas mãos. Jesus entende como você se sente. “... muitos dos Seus discípulos viraram as costas e o abandonaram” (João 6:66 NLT). Qual foi a Sua reação? A indiferença. “Quem precisa de vocês?” A falsa vanglória: “Posso passar muito bem sem vocês”? A vingança: “Eu não me irrito, eu me vingo”? Não, ouvimos as suas emoções intensamente humanas: “... Vocês também vão embora?” ‘(João 6:67 NLT). Está tudo presente ali: a dor da perda, a dúvida quanto ao que vai acontecer em seguida, a previsão de como aquilo nos afetará e de como poderemos passar por aquilo. Quando você enfrentar o abandono de alguém a quem ama e tiver pavor de perdê-la, lembre-se: 1) Os esforços para impedir alguém de nos abandonar geralmente não funcionam. Implorar, manipular, lágrimas e promessas geralmente intensificam a determinação que a pessoa tem de partir. 2) Em algum momento, passaremos pela dor de perder alguém a quem amamos, ou de nos decepcionarmos com as pessoas. É por isso que Deus nos diz repetidamente: “Não temas, Eu estou contigo”. 3) A dor que você sente é legítima. Aqueles que dizem “Você não deveria se sentir assim”, são bem intencionados, mas estão errados. Reconhecer a dor inicia o processo de cura dos sentimentos. Não se pode curar o que não se quer sentir ou tratar. Portanto, reconheça os seus sentimentos, faça uso da graça de Deus, e passe pelo processo de cura.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu não suporto mais !!!!!


Não dá mais, definitivamente, não agüento mais. É até estranho, meu coração se põe em angústia, minha alma se contorce dentro de mim e minha boca seca.
O mercado gospel tem apresentado e proporcionado aos ouvintes, diversos tipos e estilos de música, de funk a country tudo se adapta ao estilo gospel de cantar. Eu até tento ser eclético para com esse tipo de música, me esforço pra me colocar no meio da multidão, levantar as mãos, e repetir o cansativo refrão a pedido do líder do grupo de louvor, mas não consigo mais. Pobreza poética, superficialidade de sentimentos, interpretações “soltas” das Escrituras, barulho, gente chorando e fazendo “biquinho” sem sentido algum, cantor que se lança no chão adorando de maneira “extravagante” e músicas de uma estrofe e o refrão (já dizia o João: meras repetições), uma verdadeira sessão de hipnose. Esse é o retrato perfeito dos grupos gospel de nosso famigerado evangelicalismo e confesso, não estou mais disposto a colocá-lo num quadro e pendurá-lo na parede da minha alma.
Mantra gospel já não me faz bem ao coração, me dá dor de cabeça e sinto enjôo.
Em contrapartida, ando encantado, não consigo ficar um dia, sem escutar MPB, escuto Chico, Milton, Djavan, Tom, Vinícius, Lenini, Renato, Elis, Takai, Salmaso; também não passo sem o "meu" Jazz: Chat Baker, Miles Davis, Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, Victor Wooten, Elle Fitzgerald – são tantos que é melhor parar por aqui, se não vou acabar escrevendo mil páginas. Na comunidade evangélica existem, ainda que pucos, excelentes artistas envolvidos com a música popular, não consgio ligar o computador e não ouvir Gerson Borges, João Alexandre, Estênio Marcius, Jorge Camargo e Cia.
Diante disso a verdade é que eu não desisti de acreditar que podem surgir na comunidade evangélica bons músicos e músicas excelentes, o problema é que o dom da criatividade está desaparecendo, os corações estão cheios de nada. Quanto mais o tempo passa, maior é o número de cantores e músicos gospel (astros), contudo, de uma maneira contrária e na mesma proporção, diminui o contingente dos excelentes artistas e poetas cristãos.
Enfim, ainda não desisti de acreditar na música cristã, existem, como nos tempos de Elias, remanescentes – pessoas dotadas do dom da criatividade – que produzem bons poemas, textos, músicas, honrando a Deus e sendo “puros” às Escrituras. Enfim, são poucos, mas existem bons artistas (no jeito bom de ser) na comunidade evangélica brasileira e é por elas que ainda não desisi de acreditar. Eu só preciso deixar claro que, o que me deixa esperançoso é que se por acaso essas vozes se calarem, não tenho dúvidas, as pedras cantarão (na verdade elas já clamam e cantam).
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