quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Que negócio é esse de cristianismo sem regras? O Antinomianismo.


Por Claudia Bessa.


Há um antigo verso que serve para ilustra bem o tema antinomiano. O verso diz: "Livre da lei, que maravilhosa condição, posso pecar quanto quiser e ainda alcançar a remissão".

Antinomianismo significa literalmente "antilei". Ele nega ou diminui a importância da lei de Deus na vida do crente. É o oposto da heresia gêmea, o legalismo.

Os antinomianos cultivam aversão pela lei de várias maneiras. Alguns acreditam que não têm obrigação de obedecer às leis morais de Deus porque Jesus os libertou da lei. Insistem em que a graça não só liberta da maldição da lei de Deus, mas também nos liberta da obrigação de obedecê-la. A graça, pois, se torna uma licença para a desobediência.

O mais surpreendente é que as pessoas defendem este ponto de vista a despeito do ensino vigoroso de Paulo contra ele. Paulo, mais do que qualquer outro escritor do Novo Testamento, enfatizou as diferenças entre a lei e a graça. Ele se gloriava na Nova Aliança. Mesmo assim, foi muito explícito em sua condenação do antinomianismo. Em Romanos 3.31 ele escreve: "Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.".

Martinho Lutero, ao defender a doutrina da justificação pela fé somente, foi acusado de antinomianismo. Ele, no entanto, afirmava com Thiago que "a fé sem obras é morta". Lutero discutiu com seu discípulo João Agrícola sobre esta questão. Agrícola negava que a Lei tivesse qualquer propósito na vida do crente. Negava até mesmo que a lei servisse para preparar o pecador para a graça. Lutero respondeu a Agrícola com sua obra Contra o Antinomianismo em 1539. Posteriormente, Agrícola se retratou de suas idéias antinomianas, mas a questão permaneceu.

Teólogos luteranos posteriores afirmaram a visão de Lutero da lei. Na Fórmula de Concórdia (1577), a última das declarações da fé luteranas, eles relacionaram três utilidades da lei: (1) revelar o pecador(2) estabelecer um nível geral de decência na sociedade como um todo e (3) proporcionar uma regra da vida àqueles que foram regenerados pela fé em Cristo.

O erro primário do antinomianismo é confundir justificação com santificação. Somos justificados pela fé somente, independentemente das obras. Entretanto, todos os crentes crescem na fé ao observarem os mandamentos de Deus - não para granjearem o favor de Deus, mas movidos por uma amorosa gratidão pela graça que já lhes foi concedida através da obra de Cristo.

É um erro grave supor que o Antigo testamento era a aliança da lei e que o Novo Testamento é aliança da graça. O Antigo Testamento é um testemunho monumental da maravilhosa graça de Deus em favor de seu povo. Semelhantemente, o Novo Testamento está literalmente cheio de mandamentos. Não somos salvos pela lei, mas demonstramos nosso amor a Cristo obedecendo a seus mandamentos. "Se me amais, guardai os meus mandamentos." Jo 14.15.

Freqüentemente ouvimos a afirmação: "O cristianismo não é um monte de normas sobre o que fazer e o que não fazer. Não é uma lista de regras". Há alguma verdade nesta dedução, visto que o cristianismo é muito mais do que uma mera lista de regras. Em sua essência, o cristianismo é um relacionamento pessoal com o próprio Cristo. Não obstante, o cristianismo também não é destituído de regras. O Novo Testamento claramente inclui alguns "faça e não faça". O cristianismo não é uma religião que sanciona a idéia de que todos têm o direito de fazer o que acharem melhor aos próprios olhos. Ao contrário, ele nunca dá a alguém o "direito" de fazer o que é errado,

Sumário

1.         Antinomianismo é heresia que diz que os cristãos não têm qualquer obrigação de obedecer às leis de Deus.
2.         A lei revela o pecado, é o fundamento para a decência na sociedade e é um guia para a vida cristã.
3.         O antinomianismo confunde justificação e santificação.
4.         Lei e graça enchem tanto o Antigo quanto o Novo Testamento.
5.         Embora obedecer à lei de Deus não seja a causa meritória da nossa justificação, espera-se que uma pessoa justificada busque ardentemente obedecer aos mandamentos de Deus.

Textos para meditação - Jo 14.15; Rm 3.27-31; Rm 6.1,2; 1 Jo 2.3-6; 1 Jo 5.1-3

Existe ritmo certo para louvar a Deus ?


Não permita que o diabo te engane dizendo que 'esse' ou 'aquele' ritmo 'pode' ou 'não pode' ser usado para se louvar a Deus. Explicação: 

Em um conceito muito profundo a música (harmonia + melodia + ritmo) que experimentamos na terra é um reflexo do que acontece na dimensão eterna onde Deus habita. É como uma 'metáfora' da grande realidade que existe no Céu. Os anjos adoram a Deus antes de tudo existir, e continuarão assim eternamente, pois foi o próprio Deus quem criou a música. Os homens (Gênesis cap 4:21), por intermédio do clã de Jubal criaram os primeiros instrumentos simplesmente para imitar os sons da natureza criada por Deus (sons das águas de um rio, pássaros, rugido das feras, vulcões, etc..) e com isso poder interagir com o sobrenatural (um Deus que ainda não conheciam).

Este Deus resolveu então se revelar (de algum jeito que não podemos nem conjecturar) a Enos (Genesis 4:26), isto num momento em que, quando tentavam reproduzir algum tipo de música 'tribal', com certeza se resumia em atabaques, tambores, instrumentos feitos com tripa de animais e hastes de madeira, conchas, ossos, etc. No versículo em questão diz 'harpa e órgão', porém a tradução literal do hebraico dá a entender que se tratava de objetos sonoros com todos os ingredientes acima, contudo nada parecido com as harpas e os órgãos utilizados no período clássico de Israel, no tempo de Davi e Salomão. Por essas e outras, meus irmãos, louvem bastante a Deus, com todos os ritmos; com ordem e decência, sempre adequando da maneira certa cada ritmo para o local certo onde ele possa ser reproduzido.

Sei que muitos cristãos são contra alguns ritmos simplesmente porque 'mexem' com o corpo da gente, pois não conseguimos ficar parados e extravasamos com danças. A dança é consequência da música misturada a alegria que sentimos, e já que a alegria do Senhor é a nossa força, e é uma alegria extremamente saudável, cujas fontes vem de Deus e não dos sentimentos carnais, devemos e precisamos dançar - e com muita alegria, pois somos humanos e servimos a um Deus que nos ama em toda nossa essência. Viva sem limites e sem restrições toda felicidade e alegria que Deus te garante, pois como diz a máxima, "é possível conhecer o espírito de um povo através da música que ele canta". Cante e dance bastante, mas entende que a maior revelação nisso tudo é o bom censo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Línguas estranhas e o Livro de Atos dos Apóstolos"

Apesar de agora estar nas prateleiras mais baixas do expositor das habilidades evangélicas, o dom de línguas por muito tempo representou o ápice de “poder e comunhão” com Deus. 

A cada urro vindo do púlpito - ou de qualquer lugar - despertava um intenso frenesi na multidão, que ávida por demonstração de poder, espraiavam suas “línguas estranhas” trazendo a euforia necessária – carnal - para reverberação dos “linguálatras” em meio a assembleia.


A reverência e a proclamação da palavra submetiam-se a balbúrdia circense em que era tomado o “culto a Deus”. Cada um fazia conforme seu próprio espírito concedia: gritos, gargalhadas, abraços, choros, dispunham da euforia em nome de Deus.  

Nas mentes  - e nos corpos suados - exalavam a soberba que, sem meias palavras, vociferavam o diagnóstico de morte a tudo que respirava ordem e decência.

Hoje, (espero, mas não sei) apenas um remanescente sobrevive ostentando a manutenção de tais poderes, a grande maioria daqueles “homens de deus” partiu para outro nicho espiritual ou mesmo volveu-se ao próprio vômito. 

São modismos evangélicos que fazem plantão em busca de "avivamento". Quem não lembra dos dentes de ouro? Da bênção de Toronto, com suas gargalhadas e quedas santas? A bolsa de valores M&M (Malafaia e Murdock) atribuindo o valor da alma humana? Fogueira santa? e muitos outros.

Percebe-se que o espírito de Balaão - a necessidade de projeção pessoal, o enriquecimento fácil e o desconhecimento do caráter de Deus - está presente em nosso meio, e ele contribui significativamente para essas e muitas outras “esquisitices evangélicas”.

Sim, mas e o dom de línguas  como experimentam e ensinam os pentecostais procede das Escrituras? 
Mister é questionar: As Escrituras oferecem suporte a tal prática? O que elas dizem sobre tal 

2. Precisamos de discernimento -manifestação? Vejamos o dom de línguas nas páginas do livro de Atos dos Apóstolos.



O Livro de Atos inicia com uma sequência frenética de eventos: Há o mandamento do Senhor; a promessa de um novo batismo pela vinda do Espírito Santo; sua subida aos céus; a eleição do substituto do Apóstolo Judas; e por fim a vinda do Espírito conforme a promessa. Não sabemos em quanto tempo se deram esses fatos, mas é inegável o turbilhão da narrativa.

São desdobramentos que neste Livro se iniciam, outros são apenas sequências retomadas, portanto, iniciadas em pontos anteriores do texto sagrado.

Temos que nos curvar frente algumas necessidades:
1. Precisamos empreender cuidadosa leitura, como em um novelo de linha emaranhado, puxando linha após linha, encontrando sua sequência correta, até podermos vê-lo como novelo, um único fio. Assim, chegaremos a um veredicto que harmonizará os temas retomados ou iniciados aqui. Chegando a única verdade, e essa reflita o caráter e o propósito de Deus. grandeza de alma e humildade de coração - pois muitos são os enganos e falácias destes dias maus, e nossos corações tendem a cooperar com o presente século mal.

3. Precisamos de coração renovado e que o Ajudador prevaleça e as Escrituras forjem nossas mentes.

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo”; (2 Co 10:3-5)

E podemos afirmar que afinal temos a mente de Cristo (1 Co 2.16)

Comecemos pelo v. 4 onde fala a respeito da PROMESSA DO PAI dita aos Apóstolos. Que promessa é referida pelo Senhor? Obtemos a resposta no v.5:

“Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias.”

A promessa compreendia um “batismo diferente do batismo de João”, pois diz: "sereis batizados no Espírito Santo".


Há, portanto, a correspondência entre a promessa a ser cumprida - o batismo no Espírito - e o batismo que João vinha realizando em Israel.

Essa correspondência está presente em todos os Evangelhos. João, o batista, garante-nos que seu batismo com água seria substituído pelo batismo com Espírito e com fogo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33).

“Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. (Lc 3.16).

Mas já àquela ocasião o cerimonial de João se mostrava transitório. João antecipa-se afirmando sua saída do cenário que se iniciava. 

"É necessário que ele cresça e que eu diminua". (Jo 3:30)

Logo João é preso (Jo 3.18-20 e Mt 4.12) encerrando seu  ministério. Essa transitoriedade logo se fez notar. 


Foi por curto espaço de tempo que João e Jesus caminharam juntos. O desconhecimento por parte de João sobre o que se cumpria em Jesus reflete esse tempo. Talvez, por isso sua dúvida a respeito se Jesus seria mesmo o Cristo (Mateus 11).

Cumprido o ministério de João, o que ocorreu com o seu batismo? 


Em João 4.1-2, lemos que:

“Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos)”.

Não temos motivos para acreditar que o batismo dos discípulos do Senhor diferisse da forma ou propósito do batismo de João. Os discípulos de Jesus passaram a batizar o “batismo de João”, familiarizados ficaram com o ritual.

É necessário resgatar o propósito do batismo iniciado por João: para que o Messias fosse manifestado a Israel (Jo 1.31).

O batismo de João está inserido na moldura do anúncio do Messias, portanto o batismo de João faz parte da revelação do Senhor Emanuel - Deus conosco - para Israel.

Que importância há no fato do batismo de João servir para anunciar Jesus para Israel? Toda, pois esse propósito foi estendido para o batismo anunciado pelo Senhor. 

Leiamos pois.

Ao anunciar-lhes o batismo no Espírito Santo diz:
“mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias” (1.5)

E depois, ainda sobre o batismo diz (1.8):
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-is testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria,e até os confins da terra”.

O batismo no Espírito Santo capacitaria aos discípulos para testemunhar de Cristo em Jerusalém, na Judeia, Samaria e até os confins da terra.

Apenas pela completa falta de temor e honestidade é possível esquivar-se que o batismo no Espírito Santo é infusão de poder nos discípulos para testemunhar de Cristo por toda a terra.


Há, portanto, uma correlação de propósitos entre os dois batismos: anunciar a Jesus, e agora por toda a terra. Esse ponto é a identificação e harmonia do novelo de linha.

Não me aventuro a afirmar que naquele momento tais características estivessem perfeitamente claras para os discípulos do Senhor, mas prossigamos em conhecer o Senhor. 
No Livro de Atos dos Apóstolos, cap. 2.4, está escrito sobre a chegada do Espírito Santo:
“todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas segundo concessão do Espírito Santo”;

Não há dúvidas: a vinda do Espírito Santo proporcionou aos discípulos "falar em outras línguas". Temos aqui um questionamento oportuno: Qual a natureza da língua falada - seria humana, seria angelical? No v. 11 há  o testemunho:

“como os ouvimos falar em nossas próprias línguas?”

Nos vv. 8-11 lemos os termos: “língua que nascemos”; “próprias línguas”. Há a citação de pelo menos 12 etnias ou povos neste contexto

A despeito do detalhe exegético que envolve o termo “línguas”, o registro é de   idiomas humanos


Sobejam razões – textuais e lógicas - para afirmarmos que naquele evento - dia de Pentecostes - cumpriu-se a promessa do Pai (1.5; 2.4; 3.33-34): o batismo no Espírito Santo. Como resultado deste batismo, os discípulos de Cristo passaram a falar em diversos idiomas humanos.

A corroborar com essa tese temos o cenário da época e a missão que estava sobre os ombros dos discípulos – anunciar a Cristo por toda a terra. 


Considerando que os apóstolos eram todos judeus e que havia inúmeras nações debaixo do sol onde Cristo seria proclamado, é razoável e adequado que o Espírito Santo tenha capacitado aqueles homens a falar abruptamente em idiomas estrangeiros - das nações citadas textualmente. 


As “línguas estranhas” no Livro de Atos dos Apóstolos nada mais são  que idiomas humanos. O contexto, o texto, a lógica não permitem qualquer alusão a “línguas angelicais ou extáticas”.

Apenas o espírito de Balaão é capaz de prover a energia necessária para trocar a honra de Deus pela usura, carnalidade e impiedade que sustentam os dons “pentecostais”.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Santo ou profano: Desmistificando a música.



Nós não precisamos ser nenhum musicista, mas devemos ser mais exigente com as musicas que ouvimos. Musica de qualidade nada tem haver se ela é religiosa ou secular. Também nada tem haver com seu estilo. Musica de qualidade tem haver com a combinação dos sons se estes são agradáveis aos ouvidos. Tem a haver com o espírito ilustrado de quem a compôs ou canta, atribuindo qualidades pessoais a música e a canção.

Hoje a música religiosa parece mais um jingle de comercial de refrigerante. Estão vendendo Jesus como se fosse um produto da "polishop". Cantores e grupos evangélicos com musiquetas melosas e dançarinas saltitantes ditam a moda e fazem tietes por toda a cristandade. É uma verdadeira penúria cultural!
Ouvi dizer, não sei se é verdade, mas certa vez o cantor Lulu Santos comentou que a música evangélica andava mais criativa do que musica secular. Andava, pois parece que a música religiosa conseguiu chegar ao mesmo patamar da musica secular, além do mais, tornou-se tão capitalista quanto à outra.


O formato da musica religiosa no Brasil se parece com bonequinhos “mande in China”, é tudo igual. Está cada vez mais insuportável ouvir certas músicas e cantores alcunhados cristãos. Tem muita música religiosa que deveria ser censurada de tão ruim! 

O crente no geral tem um preconceito enorme com a música secular. A questão de alguém ouvir música secular nada tem haver com o certo ou errado. Tem haver com achar algo bom ou belo.


A musica secular às vezes nada tem haver com secular o que também pode significar dentre outras coisas pertencente à ordem religiosa. Assim a musica religiosa pode ser chamada também de secular. Nesta confusão de linguagem o tal do secular vem de o termo secularizar que é deixar de pertencer à ordem religiosa aceitando somente os fatos da vida. O problema é o tal do extremismo. Rejeitar qualquer forma de expressão só pelo fato de não pertencer à ordem religiosa é errado. Cada um ouve o que quer e o que gosta.


Quando aceitei a Cristo e fui selado e cheio do Espírito Santo,na igreja Batista Barão da Taquara em 1988, por falta de uma boa orientação da parte dos meus líderes naquela época, queimei coleções inteiras de discos que levei anos para comprar. Em apenas 1 hora a fogueira da inquisição dos vinis destruíram coisas que fizeram parte da formação da minha história. Como se fosse possível apagar o passado. Como disse o filosofo René Descartes: “cogito, ergo sum”. Atitudes extremistas assim são tão erradas e, mais tarde em outra fase da vida, alguma coisa entra em conflito. Porque não se pode simplesmente fazer desaparecer fatos importantes da história de cada um, mesmo que estes fatos não sejam tão bons assim, mas não deixam de ser importantes.


Pergunto se ouvir aqueles discos era pecado? Será que não havia nada de bom ali? Todas aquelas canções, cantores e bandas que eu admirava e desfrutava do prazer em ouvi-los, eram todos eles demoníacos? 

O assunto em questão não é o queimar os discos seculares, não é o bem material em si, mesmo que isso seja uma forma de extremismo religioso. A verdade é que já está mais do que na hora de amadurecermos na fé e deixarmos de sermos hipócritas, míopes e preconceituosos.

Se ouvir musica secular fosse pecado também seria assistir filme secular, vestir roupa secular, comer um secular "Big Mac", etc. Aí entra o lance de que vivo no mundo, mas não sou do mundo. (Jo 17.16).

O bom senso passa todas as coisas pelo filtro do discernimento. Faz-nos imitar o exemplo dos bereanos que buscavam as respostas na Palavra. Todas as coisas nos são permitidas por direito, mas nem todas elas nos valem à pena serem feitas. (1 Co 10.23)

Outra questão é espiritualizar as coisas. A igreja da idade média abusava da credulidade das pessoas mistificando tudo para vender a salvação. Da mesma forma, hoje em dia, as igrejas continuam espiritualizando algumas coisas para vender suas indulgências.

Compor ou cantar uma musica é um dom de Deus, não importa se a musica é sacra ou secular. A Bíblia diz que ninguém pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada (Jo 3.27). Tem muita gente boa por aí fazendo musica de qualidade. Deus cedeu gratuitamente o livre arbítrio para usarmos os dons naturais (ou espirituais) para fazer o bem ou o mal. 

Watchman Nee escreveu que "Cristo, e não primeiramente aquilo que dizemos a Seu respeito, é o testemunho que levamos em nossa peregrinação." 


Suponha que a musica religiosa é certo e a musica secular é errado. Um cantor evangélico que faz musica secular é certo ou errado? Temos como exemplo a dupla de cantores César Menotti e Fabiano que são cristãos e fazem musica sertaneja de raiz. Outro cantor que não é evangélico, mas é católico, e ele faz musica secular é certo ou errado? Responder que é errado não seria preconceito por ele ser católico? Fazer musica é um dom. Vender musica é um trabalho.

O pastor-cantor André Valadão, por exemplo, tem o dom de cantar e escrever belas canções, mas ele vende suas musicas porque precisa ganhar dinheiro, e não há nada de errado nisso. Errado é quem fica mistificando as musicas e idolatrando o André Valadão.
Quando um cantor evangélico diz: “Deus me deu essa canção”, ele também deveria dá-la de graça (Mt 10.8). Se ele recebeu gratuitamente por que ele cobra para apresentar e vender seus CDs? Porque isso é trabalho. O trabalho assim como o dinheiro são coisas iníquas, o que não significa que sejam pecados. A Bíblia diz que aquele que trabalha é merecedor de remuneração financeira. Então quando um cantor religioso cobra 10 mil, 20 mil, 100 mil reais para se apresentar ele está trabalhando. O mesmo faz outro cantor secular. A diferença é que um ganha dinheiro usando o nome de Deus, outro ganha dinheiro com o suor do próprio rosto. Eu, por exemplo, tenho postado minhas músicas (que Deus me deu) no Youtube; quem quiser pode copiar e tocar...de graça!

Ministério e trabalho significam a mesma coisa, é uma tarefa a ser cumprida. Então não tem aquela desculpa de mistificar as coisas trocando os termos com se fizesse alguma diferença. Porém pode se diferenciar o tipo do ministério (trabalho). Aquele que Jesus chamou para o trabalho de pregar o Evangelho foi exigido total desprendimento de qualquer recurso deste mundo. Veja: Mt 10.9; Mc 6.8; Lc 10.4; Lc 22.35. 

Infelizmente não é isso que vemos. O ministério da palavra virou um negócio lucrativo para muitos assim como a música religiosa. Graças a Deus por aqueles que em nosso meio não se dobraram ao deus do dinheiro (1Rs 19.18). Isso não significa que aquele que foi chamado para o ministério da palavra não possa receber da igreja algum recurso financeiro. Tem igrejas por aí deixando seus pastores na total miséria e abandono!

Essa coisa de santo e profano é polemico. Gosto das palavras de C. S. Lewis: "Sou um pagão convertido vivendo em meio a puritanos apóstatas."

Certa mulher que fora prostituta testemunhou que Deus falava ao seu coração quando ouvia a musica “O Show Já Terminou” de Roberto Carlos, 


“O show já terminou, 

Vamos voltar à realidade, 

Não precisamos mais 

Usar aquela maquiagem...”



O Espírito Santo usou uma musica secular para falar ao coração de uma pessoa. 

Outro exemplo são as músicas “Cidadão” do Zé Ramalho e “Filho Adotivo” do Sergio Reis. Suponho que um feixe de luz iluminou um momento de grande emoção, expressando pela própria história de vida dos seus autores. Quem sabe foram inspirados por Deus? Quem vai dizer que não?

Eugene O'Neill escreveu: "Por que tenho medo de dançar, eu que amo a música e o ritmo e a graça e a canção e o riso?"

Por que temos tanto medo do secular, nós que vivemos no mundo apesar de não pertencermos a ele?

Devemos meditar a respeito destas coisas e fazer um exame de consciência; e tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama; e se há alguma virtude, algum louvor, nisso pensamos e ouvimos! (1 Ts 5.21, Fp 4.8)


Você pode até divergir da minha opinião em relação à música, no entanto concordamos que Jesus Cristo é o caminho, a verdade, e a vida! (Jo 14.6) 

Aprendemos com os erros do passado. Hoje somos pessoas melhores, melhor preparadas e mais maduras na fé. É pra frente que a igreja deve prosseguir!


Deus abençoe.

Gilson S.C.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Maravilhe-se e adore.

“Exaltem o Senhor, o nosso Deus, prostrem-se diante do estrado dos seus pés...” – Salmo 99:5 

Nunca perca a capacidade de maravilhar-se diante de Deus, ou você perderá a motivação para adorá-lo. Se você não acreditar que Deus é todo-poderoso, onipresente e acessível, viverá em um estado de ansiedade, acreditando que tudo depende de você. Isso fará com que você se encolha e deixe de compartilhar a sua fé com medo de ser ridicularizado e de não encontrar as palavras certas. 

Você deixará de ser generoso porque a fonte da sua segurança estará em si mesmo. Você evitará confrontar aqueles que precisam ser confrontados, porque quando não tem certeza da aceitação de Deus, você se torna escravo da opinião das pessoas. Vivemos em uma era que encoraja o cinismo e desencoraja a nossa capacidade de nos maravilharmos com qualquer coisa. Reduzimos nosso poder de nos impressionarmos e maravilharmos, mas bem lá no fundo ainda desejamos ardentemente sentir tais coisas. 

Quando você reduz o seu conceito de Deus, para encaixá-lo no seu próprio racionalismo, você ora sem fé, trabalha sem paixão, serve sem alegria, e sofre sem esperança. E o resultado é medo, fuga, e perda de visão. Mas há uma coisa que é garantida para restaurar o seu entendimento do quanto Deus é grande – a adoração. Deus nos criou para que quando experimentamos algo que nos deixa maravilhados, tenhamos necessidade de louvá-lo, de envolvê-lo com palavras. Não adoramos a Deus porque Ele precise disso, mas porque nós precisamos disso. 

Sem adoração, a nossa percepção Dele é incompleta; nós nos esquecemos do quanto Ele é grande; negligenciamos nosso chamado e ficamos envolvidos com nós mesmos. Perdemos a capacidade de nos maravilharmos e de sermos gratos nos fatigando enquanto passamos pela vida em alerta, e acabamos confiando em nós mesmos, ficamos obstinados e orgulhosos. Então, que todos os dias possamos fazer uma pausa e dizer com o Salmista: “Exaltem o Senhor, o nosso Deus, prostrem-se diante do estrado dos seus pés...” (Sl 99:5 ).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Um bom planejamento e o trabalho diligente levam à prosperidade.” Provérbios 3:21-22 NLT

    As pessoas que estabelecem metas realizam muito mais do que as pessoas que têm a mesma educação e capacidade, mas não o fazem. Tendo isto em mente, estabeleça estes oito princípios em sua vida.
  
    1) Decida o que quer. Mas primeiro consulte a Deus. “Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor” (Provérbios 19:21 NVI).2) Pense no papel.  Escrever os seus alvos dá a eles o sentido de permanência, e também enche você de energia. “Um bom planejamento e o trabalho diligente levam à prosperidade”. Objetivos imprecisos não o levarão onde você quer chegar. 3) Estabeleça um prazo.  Sem um começo e um fim definidos fica fácil procrastinar e não chegar a lugar algum. 4) Faça uma lista do que você precisa fazer. Mantenha os olhos nela o tempo toda; ela lhe dará a trilha a seguir. 5) Transforme a sua lista em um plano. Decida o que precisa fazer primeiro e o que pode fazer mais tarde. Um plano bem amarrado é sempre melhor do que tentar arrumar as coisas na sua cabeça.  6) Aja imediatamente. “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade” (Efésios 5:15-16 NVI). Faça algo! Um planejamento medíocre que é implementado supera um planejamento brilhante que não sai da gaveta. 7) Faça alguma coisa todos os dias para progredir. Inclua isto em sua programação. Por exemplo, leia sistematicamente a sua Bíblia, ligue para um determinado número de clientes, envolva-se em uma atividade física por um certo tempo. 8) Tenha um alvo ao qual esteja disposto a dedicar a sua vida. E mantenha os olhos nesse alvo em todo o tempo. “Ensina-nos a contra os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Salmos 90:12 NIV).